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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

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29
Jun20

EMIGRAÇÃO


sopa-de-letras

 

 
O mundo de onde venho e a que pertenço
Tem mais cor e tem mais senso, é mais honesto
A minha gente, é mais alegre , mais sincera
Dá bem mais do que se espera, povo modesto

Sempre comigo da madrugada ao sol pôr
Guardado com muito amor, o meu país
Dá-me esta força, alento de continuar
De ir em frente e de lutar, mesmo infeliz

Não há nada mais triste e doloroso
Que vivermos longe da nossa terra querida
Aguardando meu Deus, de peito ansioso
A hora ditosa da alegre partida
E a tristeza de ver que há tanta gente
Que quer, mas não chega, um dia, a voltar
É amargura que o coração sente
E faz-nos sofrer, e faz-nos chorar

E os que voltam, de armas e de bagagens
Deixando noutras paragens, tanta saudade
Deixam , por vezes, o sangue do sangue seu
Os filhos que Deus lhes deu, infelicidade

Partem assim, partidos pela metade
Vão maldizendo a maldade, que a vida tem
Sabem que é tarde, pra mudar seja o que for
Lá vão abafando a dor, como convem

Maria Letras, UK 29.06.2020
14
Jun20

ALVORADAS


sopa-de-letras

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Madrugada transparente
Lembrando auroras distantes
Gravadas na minha mente
Como estrelas cintilantes

Amo a paz da madrugada
Quando alegres passarinhos
Anunciam a alvorada
No canto dos seus biquinhos

E em momentos assim
Volto sempre ao Alentejo
Vou ao mais fundo de mim
Saudosamente o revejo

Auroras quentes de verão
As searas já douradas
Salpicadas de Paixão
Por papoilas encarnadas

Ao longe no horizonte
O dia a clarear
E na ladeira do meu monte
Um coração a palpitar

Quem dera eu possa voltar
Uma vez mais a sentir
Esse terno madrugar
Dos sonhos e do porvir

Maria Letras, UK
14.06.2020

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