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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

POESIA

09
Mar17

MULHER


sopa-de-letras

Foto de Joaquim Isqueiro.

 

 

Recebendo e dando vida

Como um Dom da natureza
Que lhe enaltece a beleza

Duma postura assumida;

 

E mesmo na dor sentida
O amor de mãe é pureza
Que a faz mulher certeza
Em ternura construída;

 

Mas é também companheira,
Moldando agruras e dores
Com um sabor delicado;

Quase indiferente à canseira,
Com a leveza das flores,
Tem sempre um beijo guardado .

 

Cascais ,08 de Março de 2002

Joaquim Isqueiro

30
Out16

DESEJOS CORREM NO RIO


sopa-de-letras

 

O Tejo leva nas águas

Os desejos de Lisboa

P’ra lá da “Boca da Barra”.

E a cidade chora mágoas

P’los olhos da Madragoa

Soluçadas à guitarra

Sobressaltam-se as colinas

Escurecem os terraços

Ao som dum plangente fado,

Cala-se a voz das varinas

Cessam no Terreiro os passos

Ardem sonhos no Chiado .

Mas Lisboa é como é, gosta do rio,

Colina de Santo André,

Graça e Rossio,

Relíquias de São Vicente,

missa na Sé,

Feira da Ladra ,I

ntendente, Cais do Sodré.

Voltam no voo das gaivotas

Os desejos de Lisboa,

Mudando o rumo à cidade,

Voltam os barcos às docas,

Uma varina apregoa:

_”Quem quer molhos de saudade ?!...

E eu gosto de a ver feliz

distraída dia-a-dia

no bulício da Ribeira,

Cingida ao Martim Moniz,

Entre a velha Mouraria

E a Praça da Figueira

Mas Lisboa é mesmo assim,

gosta de Alfama .

Namora em cada jardim,

Campo Santana

Sobe a costa do Castelo,

chão de Basalto

Laço branco no cabelo,

no Bairro Alto .

 

Junho, 1989

Joaquim Pires Isqueiro

 

 
30
Out16

SONHO DE MENINO


sopa-de-letras

 

girllookingoutwindow.jpg

 

Ai, quem me dera!

Que o sonho chegasse ao céu,

Abrisse uma Primavera,

Construísse uma quimera,

Unindo o teu peito ao meu.

Ai, quem me dera!

Que a Lua p’ra nós sorrisse,

E nos falasse sincera,

Que não defraudasse a espera,

E o nosso amor se cumprisse.

Ai, quem me dera!

Que ainda fosses menina,

Como então eu também era,

E ficasses à janela,

A veres-me espreitar à esquina.

Ai, quem me dera!

Voltar a ter a emoção,

Da vontade que tivera,

Na rua aonde nascera,

Deixar-te o meu coração.

 

Joaquim Isqueiro

 

30
Mar16

NOITE DE FADO


sopa-de-letras

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Naquela noite de fado,

ardia na nossa mesa

uma vela pequenina;

E eu, feliz a teu lado,

enlevado na pureza,

do teu olhar de menina.

A voz quente da cantante,

soava em nós como apelo

incendiando desejos;

um poema insinuante,

um verso sentido e belo, s

ugere troca de beijos.

Lenta a viola tangia,

refreando o andamento

da guitarra buliçosa ;

No ar paira uma magia,

Que embriaga o sentimento,

da nossa alma ansiosa.

Este fado, velho canto,

que gosto desde menino,

tem fala intemporal ;

Que não se perca o encanto…!

Façamos nós o destino,

que não queremos fatal.

Naquela noite de fado,

revivemos velhos sonhos,

provocámos os sentidos;

E cada tema cantado,

tinha um sabor a medronhos,

nos verdes anos colhidos.

 

Cascais ,18.07.1993

Joaquim Isqueiro

 

30
Mar16

FADOEXPRESSÃO


sopa-de-letras

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Se o fado fosse a expressão

Do sentir que há no meu peito

Minha voz em turbilhão

Gerada no coração

Soava em fado perfeito

 

 

Chorava a par da guitarra

À viola acompanhado

Seria como a cigarra

E numa noite de farra

Morria a cantar o fado

 

 

Mas fado não é tragédia

Nem só dor nem só tormento

Não é drama nem comédia

E desde a Idade Média

É expressão do sentimento

 

 

E quem não sentir o fado

Não cante com fingimento

Já ninguém é enganado

Com falso tom magoado

O fado exige talento.

 

Fado não é oração,

Nem é carpir de lamentos

É apenas a expressão

Ditada pela razão

Que dá voz ao sentimento .

 

Joaquim Pires Isqueiro

(03/01/89)

 

26
Mar16

FADO


sopa-de-letras

Arte_Amalia.jpg

 

“FADO”

A Guitarra dedilhada,

É apelo que se sente,

À Viola acompanhada,

É uma “Sina” cantada,

Num Fado dentro da gente.

 

Joaquim Isqueiro- 26.03.2016

10
Mar16

POEMA PARA TI...


sopa-de-letras

A seara do Senhor.png

 

 

 

“ Este poema,

que aqui tenho,

e te leio,

mas desdenho,

ainda agora o escrevi,

com empenho,

para ti.

 

Repara como é raro,

quase simplório,

mas belo,

e premonitório…!

 

Foi fácil de fazer.

Nada diz, é notório;

podes crer.

 

Não é muito longo,

mas tem calor...!

 

 

Eu sei,

não fala de amor,

mas tu entendes:

Tem o tal sabor,

como sempre pedes.

 

 

Espero que gostes

e que o entendas.

Bem vês;

Dou-te estas prendas,

que a custo faço,

Mas, quando encomendas,

O meu abraço…???

 

2 de Fevereiro de 2016

joaquim pires isqueiro

02
Jan16

AGASTURAS E MOIDEIRAS


sopa-de-letras

Poema que me foi, gentilmente, oferecido pelo amigo Joaquim Isqueiro

 

 

Agasturas e moideiras…!

(com um beijinho de PARABÉNS)

Hoje acordei meio esquisito.
Espreguicei-me dolente,
Mal botei os pés no chão:
Vi-me ao espelho: - Tás bonito!
-Isso é lá cara de gente?
-Mas que cara dum cabrão…!!!

Espelho meu, não sejas mau !
Disse eu fazendo mesuras,
P’ra disfarçar as olheiras…
-Não sejas “cara-de-pau”,
Que me fazes agasturas ,
Com as tuas moideiras…!!!

Logo hoje que eu queria,
Parecer bem a uma amiga,
Vens-me tu com essas “tretas”…
Mesmo assim, dou neste dia,
PARABÉNS numa cantiga,
À amiga Maria Letras…!


Cascais 31 de Dezembro de 2015

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