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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

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07
Mai20

DOIEM-ME AS LEMBRANÇAS


sopa-de-letras

 

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Tempos suaves
De risos e gargalhadas
Tal como as aves
Rasgavamos madrugadas
E sem pudor
Desnudavamos as almas
Abrindo em flor
As noites mornas e calmas
A harmonia
De tudo o que se encaixava
Era alegria
Que crescia e se espalhava
E o coração
Palpitava galhofeiro
E na nossa mão
Nem a sombra de dinheiro
Tinhamos nada
E eramos donos do mundo
Qual mirada
Do mais nobre vagabundo
E sem saber
Que um dia tudo passava
Fomos perder
Esse infinito que brilhava
Melancolia
Agora nesta quietude
È a agonia
Da velhinha juventude

 Maria Letras, UK 07.05.2020

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