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POETA É O POVO

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16
Mar19

NAS SELVAGENS


sopa-de-letras

 


“ NAS SELVAGENS ”
_Terra à Vista…! Grita um Marujo,
Com barba farta e um ar sujo.
O vento assobia de estibordo,
Enquanto no convés, um homem gordo,
Corre a avisar o “dito cujo”.

_ Chegámos, Excelência …!
Diz o lacaio com reverência,
Enquanto solta a corda das amarras,
E foge das cagádas das “Cagarras”
Para abrir caminho à Presidência.

_ Espero que aqui nestas paragens,
não haja Facebook,nem mensagens,
nem rádio, nem TV e nem jornais,
e a Assembleia seja de animais,
neste paraíso das “Selvagens”.

Aqui descansarei longe das vozes,
Ouvindo Cagarras e Albatrozes,
Sem querer saber da vida dessa gente,
Que grita e barafusta no Continente,
E mesmo sem ter dentes, pede nozes…!

Julho 2013
Joaquim Isqueiro

A imagem pode conter: céu, nuvem, ar livre e água

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