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POETA É O POVO

POESIA

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06
Jan16

EMIGRANTE


sopa-de-letras

Ai Portugal velhinho
Que condão é esse teu
Que deixas partir sozinho
Quem, de si, tanto te deu?


Tão hospitaleiro és
Tens tão grande coração
Tiveste o mundo a teus pés
E hoje nada tens na mão


Asa curta de galinha
P’ros filhos agasalhar
Nem p’ro pão dá a farinha
Resta apenas emigrar


Lá longe não falta o pão
Ao corpo nao falta nada
Mas em cada coração
Falta o sol da pátria amada


Falta o cheiro dos trigais
Da terra quente no verão
Do mar e dos matagais
Da sardinha no São João


Não há terra como a nossa
E a gente morre de saudade
Vai rezando p’ra que possa
Voltar um dia mais tarde

 

MP-13.11.2015
Ciclo da terra

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