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POETA É O POVO

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22
Mar21

DAQUELA JANELA EM LONDRES


Maria Letras sopa-de-letras

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Daquela janela, em Londres, eu via a rua até ao fim.
À tardinha via o sol que se escondia no horizonte.
Era a hora a que acordava , a chorar, dentro de mim,
A angústia, dolorosa, e a saudade do meu monte.

Alentejo, terra querida, como doía a saudade,
De te ver, de te sentir, de cheirar campos lavrados.
Fechava os olhos via as torres, ao longe, na cidade.
E os meus sonhos de criança corriam desvairados.

Os mistérios desse mundo que eu queria adivinhar,
Revelaram-se, mais tarde, ondas perigosas, alto mar,
Nos caminhos, desta vida, que pisava com cautela.

Olhos fechados, da cadeira de baloiço, eu via desfilar,
Em nuvens de algodão doce, os sonhos por realizar,
Ao pôr-do-sol que eu via, em Londres, daquela janela.

Maria Letras, UK
22.03.2021

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