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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

POESIA

25
Abr21

TRISTEZA DE DOMINGO À TARDE


Maria Letras sopa-de-letras

 

Que triste a luz brilhante desta tarde de domingo
Que angústia a infiltrar-se pelas frestas da janela
O silêncio da cidade que parece estar dormindo
Desmaiando o meu sentir como tinta de aguarela

Nem o livro, nem o filme, nem a música me anima
Vem de longe a tristeza que me invade o coração
O amor desencontrado é como verso que não rima
Pode até ser verdadeiro mas não mata a solidão

Que mais motivo há para a vida se não for a ilusão
As histórias, os poemas, os amores e as canções
Se a estrada do nascer nos conduz sem compaixão
À tristeza de morrer após as muitas decepções

Apenas um domingo mais como tantos já vividos
Quem sabe quantos mais me restarão para viver
Melhor será adocicar e relaxar os meus sentidos
E deixar que a alegria tome conta do meu ser


Maria Letras, UK
25.04.2021

08
Abr21

SONHOS DE CRIANÇA


Maria Letras sopa-de-letras

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Tão longe estão os tempos de criança
Povoados de doces quimeras e ilusão
Meu peito a transbordar de esperança
Vontade d'outros mundos d'outro chão

Colonialismo era apenas uma palavra
Não cabia na minha alegre fantasia
Cultivava sonhos como quem lavra
A terra que dará o pão de cada dia

Talvez Angola, Moçambique ou o Brasil
Lugares onde o meu devaneio infantil
Inventava outras crianças como eu

Sabia os nomes por ouvi-los tanta vez
E se era lá que se falava português
Onde mais poderia pairar o sonho meu ?

Maria Letras, UK
08.04.2021

08
Abr21

GÊNESIS 3:19 POEMATIZADO


Maria Letras sopa-de-letras

 

 

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*Com o suor do teu rosto comerás o teu pão*
Para que não te falte, trabalha honestamente

Não esperes de outrém o que é tua obrigação
Tens em tuas mãos a vida, teu maior presente

*Até que voltes ao solo*o que não demorará
*Pois da terra foste formado* por mão divina
*Porque tu és pó e ao pó da terra retornará*
Todo aquele que vive e que à terra se destina

Há povos famintos pela vida a caminhar
Sem ter nada, sem um tecto para se abrigar
Pés descalços, comendo o pó da estrada

E a Terra, mãe de todos, sofre amargamente
Vai chorando, desolada, a tragédia dessa gente
E o pranto cai do céu em forma de enxurrada

Maria Letras, UK
21.03.2021



04
Abr21

FERIADOS E DIAS SANTOS


Maria Letras sopa-de-letras

A saudade é minha amiga
Voltando em cada feriado
E em contramão pela vida
Regressamos ao passado

Dias felizes de outrora
De alegria e confusão
Tão diferentes dos de agora
Desta amarga solidão

Quer na Páscoa ou no Natal
Ou qualquer outro feriado
A farta mesa, habitual
E o coração saciado

Toda a família lá vinha
Alguns amigos também
Entre a sala e a cozinha
Era um constante vaivém

Desde que eu era pequena
Que se cumpre a tradição
Dos pais aprendi a cena
Passei depois à acção

Mas nesta era malvada
De vírus e proibição
Está a saudade parada
Dentro do meu coração.

Maria Letras, UK

04.04.2021

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