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POETA É O POVO

POESIA

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29
Jan20

NESSE DIA DE JANEIRO


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NESSE DIA DE JANEIRO

Tão menina, tão donzela
Suas mãos cheias de sonhos
Alma pura e suavidade
Criatura tão singela
De boca e olhos risonhos
Desconhecendo a maldade

Era assim naquela altura
Em cada rosto um amigo
Era o que ela imaginava
E em toda a sua candura
Sem quantificar o perigo
A vida toda lhe doava

Paixão queimando no peito
E as pernas que lhe tremiam
Ao dar um tão grande passo
P'ra sempre naquele leito
Muitas virtudes jaziam
Envolvidas num abraço

Maria Letras, UK
29.01.2020

21
Jan20

RECORDANDO O ALENTEJO


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Estou sentado à minha porta
Vou olhando o Alentejo
E o meu olhar não suporta
O tanto que sinto e vejo

Vejo planura, distância
Vejo o sol naquele monte
Vejo o tempo da infância
Com a escola ali defronte

Dor e sede a trabalhar
Amarrados à charrua
Homens e mulas lavrar
A terra que não é sua

O suor regou o trigo
E o sangue de cada flor
A enxada foi castigo
A cavar a nossa dor

Mas quando sinto este cheiro
O sofrimento… que importa
Cheiro os cravos do craveiro
Sentado na minha porta

Carlos Escobar

20
Jan20

PASSARINHOS


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Pássaros voando
Cortando o ar
Abrindo caminhos

Talvez vão sonhando
Querendo chegar
Receber miminhos


Também quero ser
Como o passarinho
Ir batendo a asa

Para eu poder
Ir devagarinho
E chegar a casa


Matar a saudade
Ver a minha terra
Seu cheiro sentir

Quero a liberdade
Que este sonho encerra
P'ra sempre partir


Mas como vou viver
Sem os passarinhos
Que cá vou deixar

Preciso aprender
Todos os caminhos
P'ra ir e voltar

Maria Letras, UK
20.01.2020

15
Jan20

AMIZADE TRAÍDA


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Tive um amigo e perdi-o
Pelos caminhos da vida
Sem saber qual a razão
O mundo ficou mais frio
Minha alma mais sentida
Mais triste o meu coração

Amigos de longa data
Da estrada já percorrida
Ninguém devia perder
É tristeza que nos mata
Mais triste perder em vida
Do que depois de morrer

Esquecer seria o melhor
É tão grande esta maldade
Que chego até a supor
Que é trinta vezes pior
Ser traído na amizade
Que própriamente no amor!

Maria Letras, UK 15.01.2020

10
Jan20

POESIA VERSUS FADO


sopa-de-letras

 

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Não deves amor ficar sentido
Por leres nos meus versos dor
Porque um coração sofrido
Gera o mais sentido amor

Porque eu sou tua mulher
Sou feliz fica ciente
Não é poeta quem quer
Só é poeta quem sente

Os poemas, como o fado
Brotam da alma com dor
É dum soluço abafado
Que o fado vem com ardor

Também eu quando tu cantas
Ás vezes fico a cismar
Mas ao ver que tanto encantas
Sou feliz por te adorar

Maria Letras, UK 10.01.2020

09
Jan20

SOLTO POEMAS AO VENTO


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Solto poemas ao vento
Sem, nem mesmo, me importar
Se vai neles meu lamento
Nem onde é que irá parar

Solto poemas ao vento
Que é uma forma de chorar
E eu sinto nesse momento
Minha tristeza amansar

Solto poemas ao vento
Quando mais forte ventar
Talvez assim meu tormento
Bem longe se vá esfumar

Solto poemas ao vento
Amainando a tempestade
Porque o vento barulhento
Não deixa ouvir a saudade

Solto poemas ao vento
P'lo prazer dos ver no ar
No seu voar torpe e lento
Sinto a alma esvaziar

Maria Letras, UK 09.01.2020

09
Jan20

NÃO É FADISTA QUEM CANTA


sopa-de-letras

Não é Fadista quem canta…
 
Temos um “fado” cantado,
Que trazemos de menino,
E ecoa dentro de nós;
A música, é o destino,
A letra, o caminho andado,
Enquanto lhe dermos voz…
 
É por isso que quem canta,
Quando lhe apanhar o jeito,
Desata o nó da garganta,
E o Fado sai-lhe do peito.
 
Do coração das guitarras,
Sai a seiva que o sustenta,
A correr quente e dorida;
E o cantante, sem amarras,
Põe na voz que o alimenta,
A alma que lhe dá vida.

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Janeiro 2020-01-06
Joaquim Isqueiro

 

08
Jan20

CADA LIVRO É UM AMIGO


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Cada livro é um amigo
Cada história uma lição
E vão-nos polindo arestas
Nasce selvagem o trigo
Assim nasce o coração
Selvagem como as giestas

Livros, meus companheiros
Quantas vezes abraçados
De aventura em aventura
Como alegres caminheiros
Ou velhos apaixonados
Pra esquecer a amargura

Quantas vezes eu fugi
Pra biblioteca do jardim
Da minha velha cidade
"Os Cinco"foi lá que os li
Do princípio até ao fim
Como tenho, hoje, saudade!

Da colecção da "Anita"
Nem um que ficou por ler
E muito, neles, aprendi
Desde então em mim habita
Estranha sede de saber
Apesar do que já li

Mesmo sem ter condições
Os meus livros guardados
São relíquia valiosa
São mais que recordações
São amigos...aliados
Na caminhada escabrosa

Quando esta chegar ao fim
Façam-me um grande favor
Para que eu parta feliz
Depositem sobre mim
Em vez de qualquer flor
Um livro do meu país

Maria Letras, UK 08.01.2020

07
Jan20

MINHA PÁTRIA DESDITOSA


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Meu Portugal pequenino
País de alma generosa
Sempre pronto a ajudar
Que triste é esse destino
Essa sina desditosa
Que não sabes evitar


És fiel e és honesto
Tens instintos solidários
E a todos abres os braços
Mas não sabes ter um gesto
Que acabe com os salafrários
Que lhes mude o rumo aos passos


O povo está saturado
Por ser tão mal tratado
Agora como antigamente
Por uns foi aprisionado
Por outros espoliado
Mas come , cala e consente.

Maria Letras, UK 07.01.2020

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