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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

POESIA

31
Mai16

SONHOS


sopa-de-letras

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Ai como doi matar o sonho !

O sonho nasce, sorrindo em nosso peito.

Vai ganhando forma.

Vai ganhando cor.

Afaga-nos

Quando estamos chorosos.

Acaricia-nos

Quando sofremos.

O sonho

Seca , com um sorriso,

A nossa lagrima mais sentida.

Da-nos força

Para seguir o caminho,

Por mais tortuoso que seja.

O sonho esta la,

Sempre presente,

Ainda que ninguem o veja.

O nosso coraçao sabe,

Que `e o sonho que nos aguenta;

Que nos injecta animo

Para cumprir tarefas.

E `e por tudo isto

Que tudo se transforma

Quando morre o sonho.

Quer seja de morte natural

Ou assassinado.

A escuridao envolve-nos a alma.

A tristeza invade

Todos os nossos recantos

Vem o desanimo

E a gente chega a pensar

Se vale a pena

Continuar a viver.

Vamos vegetando.

Ate que um dia,

Um novo casulo começa a formar-se

E entao...tudo se renova

Ao sentirmos que a borboleta

Furou o casulo

E ja anda esvoacando

Batendo as asinhas.

 

BL 31.05.2016

 

31
Mai16

O SENTIR DA GUITARRA


sopa-de-letras

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Se, quando a guitarra trina,

O fado nao a entende,

Entao, nao `e fado, `e sina,

Que ao seu trinado se prende.

 

 

A guitarra quando grita,

Nao `e p'ra chamar a atencao,

Solta a tristeza que habita

Dentro do seu coracao

 

Pede ao fado a sua mao

Nos momentos de agonia

Pois ele `e sua paixao

`E toda a sua alegria.

 

Chora baixinho se o fado

Canta para a multidao

Num lamento apaixonado

Tudo nela `e emocao.

 

BL 31.05.2016

 

 

 

25
Mai16

PLANOS DE DEUS


sopa-de-letras

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Vim rolando pela vida
Parando de quando em quando
`A esquina do sentimento
Nunca fui compreendida
E mesmo assim fui amando
Lançando paixões ao vento

 

Vi desabar tempestades
Em noites de escuridão
Luz de raios me iluminou
`As vezes sinto saudades
De tempos que ja la vão
Do amor que se acabou

 

Mas a cada novo dia
Sinto no peito a pulsar
A esperança da paixão
Vai nascendo poesia
E a luz ao meu olhar
Volta com sofreguidão

 

Se parei no teu caminho
Talvez Deus tenha planos
Que ambos desconhecemos
Quem sabe se esse carinho
Perdido atraves dos anos
Passa a ser tudo o que temos


BL 25.05.2016

25
Mai16

O AMOR `E REI


sopa-de-letras

trono.jpg

 

Ninguém pense que comanda
Ou que pode decidir
As coisas do coração
Ele é como uma ciranda
Que a palha deixa cair
Quando a separa do grão

 

O amor é muito mais
Do que dizem por aí
Essas bocas mal dizentes
Quando atraca no teu cais
Todo ele se agarra a ti
Quer la saber do que sentes

 

Bem podes tentar fugir
A ele pouco lhe importa
Põe-se a rir do teu penar
No entanto se sentir
Que lhe franqueias a porta
Pode até nem querer entrar

 

Amor é rei e senhor
Põe e dispõe do teu ser
Como se fosse o teu dono
Faz-se alheio `a tua dor
E por maldade ou por prazer
Do teu peito faz um trono

 

BL 25.05.2016

24
Mai16

LÁ PELAS OITO DA TARDE


sopa-de-letras

 

pena_branca.jpg

 

Quando eu morrer,
Quero que seja a esta hora.
`A hora em que o sol beija a terra.
`A hora em que o dia,
Lentamente, se entrega
Nos braços da noite.
Quero que a minha alma,
Finalmente,
Possa ter total liberdade,
Para desfrutar da noite.
Quero que, assim,
Tudo em mim seja intocável.
Que as acusações maldosas
Não me atinjam.
A minha alma voará,
Levada pelos ventos,
Como a pena branca,
Duma ave pura, imaculada.
Partirá da ilha,
Voará sobre o Canal.
Os ventos de França,
E de Espanha a levarão a Portugal.
Atravessará a fronteira
`A hora em que,
Para a ultima refeição do dia,
As familias se reunem
`A volta da mesa.
Chegada a Lisboa,
Quando a Vela Latina
Abrir as portas
Lá estaremos
Para um pezinho de dança.
Passearemos pelas docas,
Copo aqui, copo acolá.
Mais tarde,
No Senhor Vinho
Ouviremos um fadinho.
Visitaremos os bairros,
subiremos ao Castelo.
`As tantas da madrugada,
Iremos ate ao Chile,
Para a bolinha de Berlim.
E acabaremos a noite,
Exaustas mas satisfeitas,
Lá pelas seis da manhã,
Entre o peixe e a hortaliça,
Cercadas de palavrões,
No velho Cacau da Ribeira.
Pena, mas que pena...
Nao pudemos ir `a feira,
Meia duzia de aldrabões
Já acabaram com ela.
Quando, enfim,
O novo dia despontar,
Espalhada na areia da Torrinha,
Minha alma saboreará
O doce marujar
E o toque meigo
Das águas.
Então o mar,
Senhor todo poderoso,
Há-de levá-la consigo,
E, quem sabe,
Guardá-la, cioso,
Ate ao fim dos tempos !

 

BL 24.05.2016

23
Mai16

A VIDA NAO DURA SEMPRE


sopa-de-letras

 

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A vida é como uma estrada
Que toda a gente percorre
Para alguns abencoada
Mas há gente, que, coitada
Tanto luta ate que morre

 

Há quem diga que o destino
Já vem connosco, ao chegar
Justificam o desatino
Pondo as culpas no divino
Para a consciência limpar

 

Não penso assim, podem crer
Deus deu-nos discernimento
E acredito que , ao nascer
Já vem connosco o poder
Da escolha a cada momento

 

Sei que sobre sentimentos
Ninguem pode decidir
E sei que não somos isentos
De escolhermos os ventos
Que nos irão conduzir

 

Passar por cá sem viver
Melhor fora não passar
Vive a vida com prazer
Faz feliz esse teu ser
Que a vida vai acabar.

 

BL 23.05.2016

19
Mai16

A MAE DO FADO


sopa-de-letras

imagem pombagira.png

 

Muita gente vai ao fado

Mas poucos sabem, talvez

Que esse seu tom magoado

Vem do destino cruzado

Entre a dama e o maltez

 

Na doçura ela trazia

Dos campos do Alentejo

Calor e melancolia

E ao olha-lo descobria

Amor profano e desejo

 

Ele cigano de raça

Traz no olhar as lonjuras;

Ela uma vida devassa,

Enreda-se na fumaça

Do sonho das suas juras

 

Eis que na Mouraria

Entre a mais dura pobreza

Cruza-se a melancolia

Com a rufiagem vadia

Nasce p'ro fado a princesa

 

Curta vida e desgraçada

Maria Severa viveu.

Contudo será lembrada

A cada nova guitarrada

E no fado que nos deu !

 

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