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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

POESIA

30
Mar16

NOITE DE FADO


sopa-de-letras

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Naquela noite de fado,

ardia na nossa mesa

uma vela pequenina;

E eu, feliz a teu lado,

enlevado na pureza,

do teu olhar de menina.

A voz quente da cantante,

soava em nós como apelo

incendiando desejos;

um poema insinuante,

um verso sentido e belo, s

ugere troca de beijos.

Lenta a viola tangia,

refreando o andamento

da guitarra buliçosa ;

No ar paira uma magia,

Que embriaga o sentimento,

da nossa alma ansiosa.

Este fado, velho canto,

que gosto desde menino,

tem fala intemporal ;

Que não se perca o encanto…!

Façamos nós o destino,

que não queremos fatal.

Naquela noite de fado,

revivemos velhos sonhos,

provocámos os sentidos;

E cada tema cantado,

tinha um sabor a medronhos,

nos verdes anos colhidos.

 

Cascais ,18.07.1993

Joaquim Isqueiro

 

30
Mar16

FADOEXPRESSÃO


sopa-de-letras

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Se o fado fosse a expressão

Do sentir que há no meu peito

Minha voz em turbilhão

Gerada no coração

Soava em fado perfeito

 

 

Chorava a par da guitarra

À viola acompanhado

Seria como a cigarra

E numa noite de farra

Morria a cantar o fado

 

 

Mas fado não é tragédia

Nem só dor nem só tormento

Não é drama nem comédia

E desde a Idade Média

É expressão do sentimento

 

 

E quem não sentir o fado

Não cante com fingimento

Já ninguém é enganado

Com falso tom magoado

O fado exige talento.

 

Fado não é oração,

Nem é carpir de lamentos

É apenas a expressão

Ditada pela razão

Que dá voz ao sentimento .

 

Joaquim Pires Isqueiro

(03/01/89)

 

26
Mar16

FADO


sopa-de-letras

Arte_Amalia.jpg

 

“FADO”

A Guitarra dedilhada,

É apelo que se sente,

À Viola acompanhada,

É uma “Sina” cantada,

Num Fado dentro da gente.

 

Joaquim Isqueiro- 26.03.2016

18
Mar16

QUEM SOU EU


sopa-de-letras

folhas1.jpg

Sou a madrugada triste que acorda chorosa,

`As vezes sou o raio de sol que se infiltra entre as folhas das arvores,

Ou o vento morno que desliza em fim de dia de verao,

Ou o ar gelado que corre veloz,

Que se enrola sobre si mesmo em redemoinho,

Elevando aos ceus as folhas do chao.

Quem sou eu?

Nada.

Ninguem!

10
Mar16

POEMA PARA TI...


sopa-de-letras

A seara do Senhor.png

 

 

 

“ Este poema,

que aqui tenho,

e te leio,

mas desdenho,

ainda agora o escrevi,

com empenho,

para ti.

 

Repara como é raro,

quase simplório,

mas belo,

e premonitório…!

 

Foi fácil de fazer.

Nada diz, é notório;

podes crer.

 

Não é muito longo,

mas tem calor...!

 

 

Eu sei,

não fala de amor,

mas tu entendes:

Tem o tal sabor,

como sempre pedes.

 

 

Espero que gostes

e que o entendas.

Bem vês;

Dou-te estas prendas,

que a custo faço,

Mas, quando encomendas,

O meu abraço…???

 

2 de Fevereiro de 2016

joaquim pires isqueiro

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