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POETA É O POVO

POESIA

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21
Set14

INVERNO DA VIDA


sopa-de-letras

 
 
 
Tarde cinzenta
Espalhando a tristeza das arvores.
Parecem tristes as arvores
Talvez por se despirem precocemente.
As folhas que outrora brotaram delas
Frescas, verdes e vicosas
Agora amarelas e castanhas jazem  pelo chao
Anunciando o Outono.
Assim como o Outono da vida.
Todas as vezes que visito aquele lugar...
Sou atingida pela melancolia
Por ali nao `e o Outono que paira
Naquele local, paira o Inverno da vida
Em cada canto a quietude inquietante
Ou o desassossego assustador
`E medonho
Observo cada rosto
Tentando adivinhar-lhes o frescor da juventude
A vitalidade
A estoria de vida.
As vezes ofereco-lhes um sorriso
Ou um aceno
Mas nao obtenho qualquer reaccao.
Olham-me como se eu fosse invisivel.
Aquele olhar perdido assusta-me
Inquieta-me
Longe do seu habitat
Abandonados por quem constituia o seu mundo
Eles proprios se abandonaram.
Partiram, sabe-se la para onde.
Ali, apenas jazem os corpos
Quais folhas secas
Encostadas num canto
Para onde o vendaval da vida os soprou.

Hoje foi dia de visita ao lar
 
BL-21.09.2014
 
 
21
Set14

SAL E MEL


sopa-de-letras

Altos e baixos dos meus sentidos
O meio termo nao foi feito para mim
O poder dum furacao
Ou a serenidade das aguas dum lago
A alegria sem fronteiras
Ou a tristeza mortifera...
Entre a multidao
Ou a solidao do meu canto
Quando liberto a alma
Nada a detem
Vagueia ate se cansar
 

DSCF1254

 

 
 
 
 
 
21
Set14

DO CIMO DOS MEUS SALTOS ALTOS


sopa-de-letras

 

 

 

Do cimo dos meus saltos altos

Eu vejo a falsa modestia

Pavonear-se por ai

 

Do cimo dos meus saltos altos

Observo a rendicao dos  "importantes"

A quem lhes presta vassalagem

 

Do cimo dos meus saltos altos

Eu adivinho a traicao

No olhar dos "puritanos"

 

Do cimo dos meus saltos altos

Eu escuto as oracoes

De quem nao se coibe de espetar farpas

Nas costas de qualquer um

 

Do cimo dos meus saltos altos

Eu vejo acorrentada

A liberdade de quem a apregoa

 

Do cimo dos meus saltos altos

Vejo cadeados e correntes

Na alma de quem se diz livre

 

Do cimo dos meus saltos altos

Eu estendo o meu sorriso

Quando observo os julgamentos

Que fazem de mim

 

Do cimo dos meus saltos altos

Eu fico a pensar

Como `e facil esmagar baratas

Com uns sapatos como estes

 

E ainda do cimo dos meus saltos altos

Eu penso que

Se Deus pos baratas no mundo

Alguma utilidade devem ter

 

Do cimo dos meus saltos altos

Eu estendo a mao a quem dela precisa.

!! Incondicionalmente !!

 

Do cimo dos meus saltos altos

Orgulho-me da minha simplicidade

Da minha liberdade

Da minha integridade

 

Obrigada Senhor

Por me concederes a graca

De ser como sou

E

Ainda que nenhuma alma

Entenda patavina do que estou a dizer

 

Ainda que fique sozinha no mundo

 

Direi ate ao fim

 

Que eu saiba sempre

Observar o mundo

Do cimo dos meus saltos altos

 

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