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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

POESIA

30
Jan14

QUANDO


Maria Letras sopa-de-letras

Domingo, 1 de Abril de 2012
QUANDO

 

 

Pintura de Joaquim Sorolla

 

 

 

Quando nas tuas fantasias

Fazes de mim tua mulher

O calor dessa paixao

Incendeia em mim

A ternura com que te olho.

Acendem-se no meu peito

Estrelas e luas

Iluminando o nosso firmamento .

Nesse instante, tudo se transforma

Meus olhos mostram-se enigmaticos

Meus labios, entreabrem-se

Antecipando o beijo

Que dos teus vira.

Minhas maos aguardam as tuas

Numa espera mole e quente.

Todo o meu ser grita

Aos sete mares

A sede que o devora.

 

Poema de MDM 01.04.2012

30
Jan14

MIRAGEM


Maria Letras sopa-de-letras

Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
MIRAGEM

 

 

Olhos postos no horizonte

Aguardando a tua chegada.

Sabia que um dia virias.

Esperei-te em cada uma

Das vidas que vivi.

 

Saltitando pelo pasto

Maos nos bolsos

Assobio melodioso

La vinhas tu.

E eu que tanto te esperei

Nao quis acreditar.

 

Achei que nao eras

Mais do que miragem

Que a qualquer instante

Se iria esfumar.

 

MDM 02.04.2012

30
Jan14

CARTA A MARIA


Maria Letras sopa-de-letras

Terça-feira, 3 de Abril de 2012
CARTA A MARIA

 

Manuel ca recebi

A carta em que me dizias

Que entre nos tudo acabou

E foi com espanto que li

Que no mundo ha mais Marias

E eu p'ra ti ja nada sou

Nao me ofende o teu desdem

Nem me atinge o teu desprezo

Podes pois ficar em paz

Ate juro nota bem

Pela luz que tanto prezo

Que nunca mais me veras

Pode ser que outra Maria

Satisfaca teus desejos

E cumpra a tua vontade

Estou certa que nesse dia

Lembraras meus castos beijos

Com a mais profunda saudade

Vou dobrar este papel

E aproveito p'ra dizer-te

Pela luz que me alumia

Que para ti Manuel

Embora nao queira ver-te

Sou sempre a mesma Maria

 

 

LETRA DE MANUEL CASIMIRO PARA A VOZ DE EDUARDA MARIA

30
Jan14

FREDERICO GARCIA LORCA


Maria Letras sopa-de-letras

Sábado, 7 de Abril de 2012
FREDERICO GARCIA LORCA

 

 

O poeta pede a seu amor que lhe escreva
Amor de minhas entranhas, morte viva, em vão espero tua palavra escrita e penso, com a flor que se murcha, que se vivo sem mim quero perder-te. O ar é imortal. A pedra inerte nem conhece a sombra nem a evita. Coração interior não necessita o mel gelado que a lua verte.
Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias, tigre e pomba, sobre tua cintura em duelo de mordiscos e açucenas. Enche, pois, de palavras minha loucura ou deixa-me viver em minha serena noite da alma para sempre escura.

 

 

 

 

30
Jan14

YOU RAISE ME UP


Maria Letras sopa-de-letras

Segunda-feira, 9 de Abril de 2012
YOU RAISE ME UP
 
You Raise Me Up Josh  Groban
When I am down and, oh  my soul, so weary
When troubles come and my heart burdened  be
Then, I am still and wait here in the  silence
Until you come and sit awhile with  me.
You raise me up so I can stand on  mountains
You raise me up to walk on stormy  seas
I am strong when I am on your shoulders
You  raise me up to more than I can be.
You raise me  up so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy  seas
I am strong when I am on your shoulders
You  raise me up to more than I can be.
There is no  life, no life without it's hunger
Each restless heart beats so  imperfectly
But when you come and I am filled with  wonder
Sometimes, I think I glimpse  eternity
You raise me up so I can stand on  mountains
You raise me up to walk on stormy  seas
I am strong when I am on your shoulders
You  raise me up to more than I can be.
You raise me  up so I can stand on mountains
You raise me up to walk on stormy  seas
I am strong when I am on your shoulders
You  raise me up to more than I can be.
Você  me eleva
Josh  GrobanRevisar  traduçãoCancelar
Quando eu estou abatido, oh minha alma tão  cansada
Quando problemas surgem e meu coração fica  carregado
Então eu me acalmo e espero aqui em  silêncio
Até você vir e sentar-se por algum tempo  comigo.
Você me eleva para que eu possa ficar  em pé sobre montanhas
Você me levanta para andar em mares  tempestuosos
Eu sou forte quando estou em seus  ombros
Você me levanta, mais do que eu posso  ser.
Você me eleva para que eu possa ficar em  pé sobre montanhas
Você me levanta para andar em mares  tempestuosos
Eu sou forte quando estou em seus  ombros
Você me levanta para ser mais do que eu posso  ser.
Não há vida, não há vida sem este  desejo
Cada batida do coração impaciente, tão  imperfeita
Mas quando você chega, eu me  surpreendo
Às vezes, eu acho ter vislumbrado a  eternidade.
Você me eleva para que eu possa  ficar em pé sobre montanhas
Você me levanta para andar em mares  tempestuosos
Eu sou forte quando estou em seus  ombros
Você me levanta, mais do que eu posso  ser.
Você me eleva para que eu possa ficar em  pé sobre montanhas
Você me levanta para andar em mares  tempestuosos
Eu sou forte quando estou em seus  ombros
Você me levanta, mais do que eu posso  ser.
30
Jan14

CANCAO DO MAR / SONG OF THE SEA


Maria Letras sopa-de-letras

Terça-feira, 17 de Abril de 2012
CANCAO DO MAR...SONG OF THE SEA

Canção Do Mar

Song Of The Sea

Fui bailar no meu batel
I was dancing on my boat
Além do mar cruel
In addition to the cruel sea
E o mar bramindo
And sea roaring
Diz que eu fui roubar
Say that I was stealing
A luz sem par
The light nonpareil
Do teu olhar tão lindo
Your look so beautiful
Vem saber se o mar terá razão
Come to know if the sea is right
Vem cá ver bailar meu coração
Come see my heart dancing
rSe eu bailar no meu batel
rIf I dance in my boat
Nãovou ao mar cruel
I'm not going to the cruel sea
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
And do not tell you where I was singing
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo
Smiling, dancing, living, dreaming of you
 
 

 

30
Jan14

PORQUE HOJE E SABADO


Maria Letras sopa-de-letras

Sábado, 21 de Abril de 2012
PORQUE HOJE `E SABADO - BOM DIA!!!

 
 
 
 
 
 
O DIA DA CRIACAO 
 
 
O
 
E....porque hoje `e sabado
Deixo aqui o meu desejo de que
Em cada boca deste mundo
Nao falte o pao que a sustenta
No coracao de cada pessoa
Nao falte a esperanca
Na alma de cada ser
Nao falte a luz que a conduz
E que o amanha
Traga um sol mais sorridente
Que tenha a forca
De restaurar a paz e o amor
 Dentro de cada um
Que o amanha
traga sorrisos largos
a todos os rostos
Ainda que eu ja ca nao esteja
Para os ver
30
Jan14

LUA ADVERSA


Maria Letras sopa-de-letras

Domingo, 22 de Abril de 2012
LUA ADVERSA

 

 

 

Tenho fases, como a lua.

Fases de andar escondida,

fases de vir para a rua...

Perdição da minha vida!

Perdição da vida minha!

Tenho fases de ser tua,

tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vem,

no secreto calendário

que um astrólogo arbitrário

inventou para meu uso.

E roda a melancolia

seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém

(tenho fases, como a lua...)

No dia de alguém ser meu

não é dia de eu ser sua...

E, quando chega esse dia,

o outro desapareceu....

 

 

CECÍLIA MEIRELES

30
Jan14

RETRATO DA MULHER TRISTE


Maria Letras sopa-de-letras

Domingo, 22 de Abril de 2012
RETRATO DA MULHER TRISTE

 

 

 

Vestiu-se para um baile que não há.

Sentou-se com suas últimas jóias.

E olha para o lado, imóvel.
Está vendo os salões que se acabaram,

embala-se em valsas que não dançou,

levemente sorri para um homem.

O homem  que  não existiu.
Se alguém lhe disser que sonha,

levantará com desdém o arco das sobrancelhas,

Pois jamais se viveu com tanta plenitude.
Mas para falar de sua vida

tem de abaixar as quase infantis pestanas,

e esperar que se apaguem

duas infinitas lágrimas.

 


Cecília Meireles, in 'Poemas (1942-1959)'

30
Jan14

SE ME ESQUECERES


Maria Letras sopa-de-letras

Domingo, 22 de Abril de 2012
SE ME ESQUECERES

 

 

Quero que saibas uma coisa.
Sabes como é: se olho a lua de cristal,

o ramo vermelho do lento outono à minha janela,

se toco junto do lume a impalpável cinza

ou o enrugado corpo da lenha,

tudo me leva para ti,

como se tudo o que existe,

aromas, luz, metais,

fosse pequenos barcos que navegam

até às tuas ilhas que me esperam.
Mas agora,

se pouco a pouco me deixas de amar

deixarei de te amar pouco a pouco.
Se de súbito me esqueceres

não me procures,

porque já te terei esquecido.
Se julgas que é vasto e louco

o vento de bandeiras que passa pela minha vida

e te resolves a deixar-me na margem do coração

em que tenho raízes,

pensa que nesse dia,

a essa hora levantarei os braços

e as minhas raízes sairão em busca de outra terra.
Porém se todos os dias,

a toda a hora,

te sentes destinada a mim com doçura implacável,

se todos os dias  uma flor te sobe aos lábios à minha procura,

ai meu amor, ai minha amada,

em mim todo esse fogo se repete,

em mim nada se apaga nem se esquece,

o meu amor alimenta-se do teu amor,

e enquanto viveres estará nos teus braços sem sair dos meus.


Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"

30
Jan14

O SOM DO SILENCIO


Maria Letras sopa-de-letras

Terça-feira, 24 de Abril de 2012
O SOM DO SILENCIO

 

 

 

Rasga-se dentro de mim o silencio

Numa explosao de palavras

O vulcao rebenta

A larva escorre

Espessa e efervescente

Pelas encostas do meu coracao

Tornam-se estereis

Os terrenos que ela inunda

Jamais, deles brotarao flores

 

 

 

 

 

30
Jan14

CRAVOS MORTOS


Maria Letras sopa-de-letras

Terça-feira, 24 de Abril de 2012
CRAVOS MORTOS

 

 

 

 

 

Livrai-nos senhor dos bons

Porque dos maus nos nos livramos.

Povo meu, que com coragem e audacia

Soubeste calar a voz do fascismo.

Engravidaste de esperanca

Embebedaste-te de liberdade

Elegeste os bons para teu governo

Acreditando, confiando

Em suas maos o teu destino.

 

Povo credulo e ingenuo

Que ao longo de 38 anos

Deixaste que os cravos secassem

E que dia apos dia

Te fossem diminuindo a racao.

Mas tudo por um bom motivo

Tudo em nome da liberdade

Apregoada pelos bons

E por ti acarinhada.

 

Povo povo crianca

Tao facil de enganar

Que te deixas adormecer

Embalado pelo discurso

E pelas cantigas dos bons

Esta na hora de acordar

Ha muito que o galo cantou

Anunciando a chegada

De um novo dia

 

Sai dessa inercia

Vai fazer nova sementeira

Semeia cravos novos

Antes que te matem de fome

Mostra a ti proprio

Que nao deve ser para ti

O pao que o diabo amassou

Que o comam os bons

Se nas barrigas gordas

Ainda lhes couber

 

Quando o amanha chegar

Sairas para a rua

Espalhando os teus cravos

Os cravos da tua colheita

E poderas respirar

E de novo inundar

De esperanca o coracao

Que dos fracos nao reza a historia

Tu bem o sabes povo meu

 

 

 

 

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