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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

POESIA

29
Jan14

MAO SALVADORA


Maria Letras sopa-de-letras

Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
MAO SALVADORA

 

 

 

 

 

Nao sei se me doi mais

O bem que me das

Se o mal com que me torturas

Das ondas da minha tormenta

Vejo a tua mao estendida

Que julgo querer-me salvar

Mas quando tento alcanca-la

Percebo que se dilui

Nas aguas revoltas

Que me cercam

29
Jan14

COLHENDO FLORES


Maria Letras sopa-de-letras

Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
COLHENDO FLORES

 

 

 

Serenamente colhendo flores

Desbravando mato

Pelos caminhos da minha alma

 

Mato em mim todas as dores

Se um jeito gaiato

Se espalha no ar e me acalma

29
Jan14

CAVALO A SOLTA


Maria Letras sopa-de-letras

Domingo, 6 de Maio de 2012
CAVALO A SOLTA

 
 
Crinas soltas ao vento
Corpo ondulante no galope
Pelo branco e brilhante
Alma livre e selvagem
Galgando obstaculos
Destruindo barreiras
Assim sou eu
Galopando
Galopando
Na tua direccao
 
 
 
 

 

29
Jan14

CAVALO A SOLTA - 2


Maria Letras sopa-de-letras

Domingo, 6 de Maio de 2012
CAVALO A SOLTA 2

 

 

Cascos levantados

Orelhas arrebitadas

Ventas abertas

Crinas desgrenhadas

Pelo branquinho

Prontinha para atacar

Assim sou eu

Quando sopras

Na minha direccao

Ventos de ciume

29
Jan14

CAVALO A SOLTA - 3


Maria Letras sopa-de-letras

Domingo, 6 de Maio de 2012
CAVALO A SOLTA 3

 

 

Olhos tristes

Postos no chao

Ignorando a beleza do mar

Que tanto me fascina

Ignorando o vento

Que me acaricia

Isolada do mundo

Assim sou eu

Quando te afastas de mim

29
Jan14

CAVALO A SOLTA- FIM


Maria Letras sopa-de-letras

Domingo, 6 de Maio de 2012
CAVALO A SOLTA -fim

 

Corpo ao alto

Firmando apenas

As pontas dos cascos

Cauda arrebitada

Olhar concentrado

Na linha do horizonte

Pelo branco e brilhante

Sangue quente

Correndo nas veias

Assim sou eu

Aguardando

A tua chegada

Para juntos

Lado a lado

Galoparmos

Galoparmos

Sem destino

29
Jan14

OS CINCO SENTIDOS DO AMOR


Maria Letras sopa-de-letras

Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
OS CINCO SENTIDOS DO AMOR

 

 

Um homem

`Es apenas um homem

Nada mais do que um homem

Tao simples quanto isto:

Um homem.

Porem, para mim

Nao `es um homem.

Nao!

Para mim tu nao `es um homem.

Para mim ...

Tu `es o homem.

 

OUVINDO.........

Chegam-me os teus sons

O som quente do teu amor

O som alegre da tua euforia

O som doce do teu carinho

O som acido da tua traquinice

O som amargo da tua magoa

O som agudo do teu grito

 

 

VENDO...........

Vejo-te caminhando para mim

Lentamente

Vejo-te sorrir

Num sorriso acanhado

Vejo-te levantar os bracos

E envolveres-me

Vejo desaparecer

Tudo em redor

 

 

CHEIRANDO........

Cheiro a tua presenca

E nela adivinho

O cheiro do estado

Da tua alma

Cheiro tudo

Quanto `e femea

Em teu redor

Absorvendo

O cheiro da ameaca

 

 

SABOREANDO.............

Saboreio o teu beijo

Qual manjar

Vindo dos ceus

Saboreio a tua pele

Como quem

Saboreia o vento

Saboreio o sal

Das tuas lagrimas

Que tempera

O louco amor

Que me ofereces

 

 

TACTEANDO........

Tacteio o teu coracao

Procurando

As certezas que me faltam

Tacteio o teu rosto

Certificando-me

De que `es real

Tacteio a tua mao

Para nos teus dedos

Entrelacar os meus

 

Sinto-te com os meus cinco sentidos........`es o homem.

 

 

29
Jan14

O MOSTRENGO


Maria Letras sopa-de-letras

O mostrengo que está no fim do mar

Na noite de breu ergueu-se a voar;

A roda da nau voou três vezes,

Voou três vezes a chiar,

E disse: «Quem é que ousou entrar

Nas minhas cavernas que não desvendo,

Meus tectos negros do fim do mundo?»

E o homem do leme disse, tremendo:

«El-Rei D. João Segundo!»

 

«De quem são as velas onde me roço?

De quem as quilhas que vejo e ouço?»

Disse o mostrengo, e rodou três vezes,

Três vezes rodou imundo e grosso.

«Quem vem poder o que só eu posso,

Que moro onde nunca ninguém me visse

E escorro os medos do mar sem fundo?»

E o homem do leme tremeu, e disse:

«El-Rei D. João Segundo!»

 

Três vezes do leme as mãos ergueu,

Três vezes ao leme as reprendeu,

E disse no fim de tremer três vezes:

«Aqui ao leme sou mais do que eu:

Sou um povo que quer o mar que é teu;

E mais que o mostrengo, que me a alma teme

E roda nas trevas do fim do mundo,

Manda a vontade, que me ata ao leme,

De El-Rei D. João Segundo!»

 

Fernando Pessoa, Mensagem, 1934

 

 

 

 

 

Quarta-feira, 20 de Junho de 2012
O MOSTRENGO

 

29
Jan14

SE


Maria Letras sopa-de-letras

Quinta-feira, 28 de Junho de 2012
SE

 

 

 

 

 

 

Se

 

Se consegues manter a calma quando à tua volta todos a perdem e te culpam por isso.

Se consegues ter confiança em ti quando todos duvidam de ti e aceitas as suas dúvidas

Se consegues esperar sem te cansares por esperar ou caluniado não responderes com calúnias ou odiado não dares espaço ao ódio sem porém te fazeres demasiado bom ou falares cheio de conhecimentos

Se consegues sonhar sem fazeres dos sonhos teus mestres

Se consegues pensar sem fazeres dos pensamentos teus objectivos

Se consegues encontrar-te com o Triunfo e a Derrota e tratares esses dois impostores do mesmo modo

Se consegues suportar a escuta das verdades que dizes distorcidas pelos que te querem ver cair em armadilhas ou encarar tudo aquilo pelo qual lutaste na vida ficar destruído e reconstruíres tudo de novo com instrumentos gastos pelo tempo

Se consegues num único passo arriscar tudo o que conquistaste num lançamento de cara ou coroa, perderes e recomeçares de novo sem nunca suspirares palavras da tua perda.

Se consegues constringir o teu coração, nervos e força para te servirem na tua vez já depois de não existirem, e aguentares quando já nada tens em ti a não ser a vontade que te diz: "Aguenta-te!"

Se consegues falar para multidões e permaneceres com as tuas virtudes ou andares entre reis e pobres e agires naturalmente

Se nem inimigos ou amigos queridos te conseguirem ofender

Se todas as pessoas contam contigo mas nenhuma demasiado

Se consegues preencher cada minuto dando valor a todos os segundos que passam

Tua é a Terra e tudo o que nela existe e mais ainda, tu serás um Homem, meu filho!

(Tradução de Vitor Vaz da Silva do poema "IF" de Rudyard Kipling)

29
Jan14

SE EU PUDESSE NUM VERSO


Maria Letras sopa-de-letras

Terça-feira, 3 de Julho de 2012
SE EU PUDESSE NUM VERSO

 

 

 

Se eu pudesse num verso

Derramar toda a angustia

Que mora no meu peito

 

Se eu pudesse num verso

Espatifar esta saudade

Que tanto mal me tem feito

 

Se eu pudesse num verso

Destruir a amargura

Que sempre me acompanha

 

Se eu pudesse num verso

Desfiar todas as pontas

Desta minha dor tamanha

 

Se eu pudesse num verso

Virar-me pelo avesso

E sacudir a minha alma

 

Se eu pudesse num verso

Mostrar a tempestade

Escondida nesta calma

 

Se eu pudesse num verso

Descobrir novamente

As ja desfeitas ilusoes

 

Talvez ate esse verso

Pudesse conter em si

Toda a obra do Camoes

 

 

Poema e fotos de Maria Letras

29
Jan14

NAVEGA,DESCOBRE TESOUROS


Maria Letras sopa-de-letras

Domingo, 8 de Julho de 2012
NAVEGA, DESCOBRE TESOUROS
Fernando Pessoa
Navega, descobre tesouros, mas não os tires do fundo do mar, o lugar deles é lá. Admira a Lua, sonha com ela, Mas não queiras trazê-la para Terra. Goza a luz do Sol, deixa-te acariciar por ele. O calor é para todos. ... Sonha com as estrelas, apenas sonha, elas só podem brilhar no céu. Não tentes deter o vento, ele precisa correr por toda a parte, tem pressa de chegar sabe-se lá onde. Goza a luz do Sol, deixa-te acariciar por ele. O calor é para todos. As lágrimas? Não as seques, elas precisam correr na minha, na tua, em todas as faces. O sorriso! Esse deves segurar, não o deixes ir embora, agarra-o! Quem amas? Guarda dentro de um porta jóias, tranca, perde a chave! Quem amas é a maior jóia que possuis, a mais valiosa. Não importa se a estação do ano muda, se o século vira conserva a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela. Abre todas as janelas que encontrares e as portas também. Persegue o sonho, mas não o deixes viver sozinho. Alimenta a tua alma com amor, cura as tuas feridas com carinho. Descobre-te todos os dias, deixa-te levar pelas tuas vontades, mas não enlouqueças por elas. Procura! Procura sempre o fim de uma história, seja ela qual for. Dá um sorriso aqueles que esqueceram como se faz isso. Olha para o lado, há alguém que precisa de ti. Abastece o teu coração de fé, não a percas nunca. Mergulha de cabeça nos teus desejos e satisfaz-los. Agoniza de dor por um amigo, só sairás dessa agonia se conseguires tirá-lo também. Procura os teus caminhos, mas não magoes ninguém nessa procura. Arrepende-te, volta atrás, pede perdão! Enche o teu coração de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela. Não te acostumes com o que não te faz feliz, revolta-te quando julgares necessário. Se achares que precisas de voltar atrás, volta! Se perceberes que precisas seguir, segue! Se estiver tudo errado, começa novamente. Se estiver tudo certo, continua. Se sentires saudades, mata-as. Se perderes um amor, não te percas! Se o achares, segura-o! Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. “O mais é nada".
29
Jan14

DIME- BORGES ou CASTINEIRAS?


Maria Letras sopa-de-letras

Terça-feira, 28 de Agosto de 2012
BORGES OU CASTINEIRAS???

 

    

 

DIME

 

(Atribuido a Borges. Autor: Gustavo Alejandro Castiñeiras. Nombre original: Poema de un Recuerdo)

 

un Escritor Argentino Contemporáneo, autor de este poema: Poema de un Recuerdo)

 

 

Dime por favor donde no estás

 en qué lugar puedo no ser tu ausencia

 dónde puedo vivir sin recordarte,

 y dónde recordar, sin que me duela.

  Dime por favor en que vacío,

 no está tu sombra llenando los centros;

 dónde mi soledad es ella misma,

 y no el sentir que tú te encuentras lejos.

  Dime por favor por qué camino,

podré yo caminar, sin ser tu huella;

 dónde podré correr no por buscarte,

 y dónde descanzar de mi tristeza.

  Dime por favor cuál es la noche,

que no tiene el color de tu mirada;

 cuál es el sol, que tiene luz tan solo,

 y no la sensación de que me llamas.

  Dime por favor donde hay un mar,

 que no susurre a mis oídos tus palabras.

  Dime por favor en qué rincón,

 nadie podrá ver mi tristeza;

dime cuál es el hueco de mi almohada,

 que no tiene apoyada tu cabeza. Dime por favor cuál es la noche,

 en que vendrás, para velar tu sueño;

que no puedo vivir, porque te extraño;

 y que no puedo morir, porque te quiero

29
Jan14

AMIGA


Maria Letras sopa-de-letras

Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012
AMIGA

 

 

Deixa-me ser a tua amiga, Amor,

A tua amiga só, já que não queres

Que pelo teu amor seja a melhor

A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha magoa e dor

O que me importa a mim?

O que quiseres É sempre um sonho bom!

Seja o que for, Bendito sejas tu por mo dizeres!

Beijá-me as mãos, Amor, devagarinho...

Como se os dois nascessemos irmãos,

Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...

Beija-mas bem!... Que fantasia louca

Guardar assim, fechados, nestas mãos,

Os beijos que sonhei pra minha boca!

 

FLORBELA ESPANCA

29
Jan14

PEQUENO POEMA


Maria Letras sopa-de-letras

Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012
PEQUENO POEMA

 

 

Abre-me os bracos amor

Abre-me esses bracos

Que desejo, me envolvam

Abre-me a boca amor

Abre-me esses labios

E solta a palavra magica

Abre-me o coracao amor

Abre-me esse peito

E deixa que me aninhe

Abre-me a tua vida amor

Deixa que me absorva

Que tao depressa se faz tarde

29
Jan14

A TARDE


Maria Letras sopa-de-letras

Sexta-feira, 21 de Setembro de 2012
A TARDE

Os olhos escurecem e dir-se-ia

Que é de lá

Que a tristeza das coisas irradia…

A tristeza das coisas… Afinal,

Ó tristeza das coisas, tu existes

Dentro de nós, em nossas almas tristes

Como um eco da dor universal!

Ó silêncio das coisas, é ouvindo

O próprio coração que te escutamos!

E as lágrimas das coisas vão caindo …

E somos nós que as choramos!

Sim, nós!… Quem sofre e chora, somos nós!

Um choro de cobardes e vencidos,

Nessa hora de sombra em que, transidos,

Olhamos em redor… e estamos sós!

Sós! Todos sós! Ó almas solitárias,

Vede a tristeza da tarde!

É vendo-a que a noss’alma desolada

Se sente mais sòzinha, abandonada,

E o nosso coração é mais cobarde…

É vendo a claridade agonizar,

Como um olhar voluptuoso e triste,

Que sentimos subir-nos surdamente

Aos olhos o desejo de chorar

Baixinho, docemente,

Sobre o peito de alguém… que não existe!

E, quando sobre o mar

Cai a noite do céu pesadamente,

A gente, sem querer… põe-se a chorar!

 

Poeta: MANUEL LARANJEIRA  (1877-1912)

parte do poema "`A Tarde"

29
Jan14

ALENTEJO MOMENTOS DE SAUDADE


Maria Letras sopa-de-letras

Domingo, 30 de Setembro de 2012

ALENTEJO- MOMENTOS DE SAUDADE



 

Nao ha perto nem lonjura

Nessa tua imensidao

Como nao ha na saudade

Que trago no coracao

 

Se em mim trago docura

`E de ti que ela me vem

Tal e qual como a dureza

Que a minha alma contem

 

Poema de Maria Letras

29
Jan14

A TRISTEZA DE VIVER


Maria Letras sopa-de-letras

Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012
A TRISTEZA DE VIVER

 

 

Ânsia de amar! Oh ânsia de viver!

um’hora só que seja, mas vivida

e satisfeita… e pode-se morrer,

- porque se morre abençoando a vida!

 

Mas ess’hora suprema em que se vive

quanto possa sonhar-se de ventura,

oh vida mentirosa, oh vida impura,

esperei-a, esperei-a, e nunca a tive!

 

E quantos como eu a desejaram!

e quantos como eu nunca a tiveram

uma hora de amor como a sonharam!

 

Em quantos olhos tristes tenho eu lido

o desespero dos que não viveram

esse sonho de amor incompreendido!

 

Poeta: Manuel Laranjeira (1877-1912)

29
Jan14

DEIXEM-ME SO


Maria Letras sopa-de-letras

Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012
DEIXEM-ME SO

 

Afastem-se de mim, que pego fogo

Deixem que seja eu a consumida

Nao me ponham `a frente o mesmo jogo

Porque sei de cor cada partida

 

Deixem que a minha alma grite

Tapem os ouvidos se quiserem

Pois ela vai gritar ate que eu fique

Sem sentir os males que me fizerem

 

Nao facam de mim um brinquedo

Porque de brinquedo nada tenho

Sou uma mulher que nao tem medo

Da luta em que creio e que me empenho

 

Deixem-me so que quero chorar

Ate que a magoa me seque o coracao

Antes ser o rochedo em alto mar

Do que casca de noz sem direccao

 

poema: Maria Letras

tela(desatino): Maria Letras

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