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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

POESIA

06
Dez13

POEMA A FLORBELA ESPANCA


Maria Letras sopa-de-letras

Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
POEMA A FLORBELA ESPANCA

Oh Alentejo longinquo e saudoso

Que ja foste, um dia, o celeiro da nacao

Esqueceram, os que comeram o teu pao

Esse teu jeito, sempre, atencioso

 

Deste ao mundo essa mulher sofrida

Que, ainda hoje, por tantos `e cantada

 Sem duvida, uma alma amargurada

Que dos poemas fez a sua curta vida

 

Foi seu formoso nome, Florbela

Espanca, o seu nome de donzela

E a frente do seu tempo ela viveu

 

Os versos que hoje se fazem cancao

Nao foram mais que dores no coracao

Daquela que para os fazer tanto sofreu

 

 

 

Na foto: Florbela Espanca

 

Poema de: Maria Letras

06
Dez13

ARVORES DO ALENTEJO


Maria Letras sopa-de-letras

Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
ARVORES DO ALENTEJO

Horas mortas... curvadas aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma
fonte!

E quando, manhã alta, o sol postonte
A oiro a giesta, a arder,
pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no
horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha,
almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não
choreis! Olhai e vede:
-Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a
Deus a minha gota de água!

 

 

FLORBELA ESPANCA

06
Dez13

QUE IMPORTA?


Maria Letras sopa-de-letras

Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
QUE IMPORTA?

Eu era a desdenhosa, a indiferente,
Nunca sentira em mim o coração

Bater em violência de paixão,

Como bate no peito à outra gente.

 

Agora, olhas-me tu altivamente,

Sem sombra de desejo ou de emoção,

Enquanto as asas loiras da ilusão

Abrem dentro de mim ao sol nascente.

 

Minh'alma, a pedra, transformou-se em fonte;
Como nascida em carinhoso monte,

Toda ela é riso e é frescura e graça!

 


Nela refresca a boca um só instante...

Que importa?... Se o cansado viandante

Bebe em todas as fontes... quando passa?...

 

 

FLORBELA ESPANCA

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca

06
Dez13

SER POETA


Maria Letras sopa-de-letras

Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
SER POETA

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

 

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

 

É ter fome, é ter sede de infinito!
Por elmo, as manhãs de ouro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito! 

 

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma e sangue e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

 

 

FLORBELA ESPANCA

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Florbela_Espanca

06
Dez13

VENTINHO FRESCO


Maria Letras sopa-de-letras

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011
VENTINHO FRESCO

La fora, um ventinho agradavel

Faz ranger os troncos velhos

Das arvores altas

Ventinho fresco e agradavel

Acaricia-me o rosto

Como se de um gesto de amor se tratasse

De onde viras tu ventinho fresco?

Que novas me trazes?

Entendesse eu a tua linguagem

E talvez o meu coracao

Rangesse como os troncos

Das arvores altas do meu jardim. 

 

 

06
Dez13

SAUDADE


Maria Letras sopa-de-letras

Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
SAUDADE

 

Saudade é dor, é tortura

Que nos rói o coração

É uma espécie de ternura

P'los tempos que já lá vão

 

Pode ter aroma ou cor

Pode ter um rosto até

Saudade é sentir amor

P'lo que era e já nao é.

 

A saudade é o desejo

De ter de volta o passado

De abraçar ou dar um beijo

A quem, por nós, é amado

 

Ter saudade é não estar só

É reviver bons momentos

É ter na garganta um nó

Apertando os sentimentos

 

Trago na alma a saudade

A lágrima pronta a saltar

E esta, tão grande, vontade

De em meus braços te apertar

 

 

 

Poema e foto de Maria Letras

06
Dez13

CAI A TARDE


Maria Letras sopa-de-letras

Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
CAI A TARDE

Cai a tarde mansamente

Quando o sol, sem pudor

Beija a terra, ainda quente

De mais um dia de amor

 

Como amantes sequiosos

De beijos e de caricias

Saboream-se, amorosos

Entre mil e uma delicias

 

Eternos apaixonados

Fundem-se num abraço

E em tons alaranjados

Vao colorindo o espaço

 

Mas a noite sedutora

Num sorriso descarado

Envolve-os, protectora

P'ra se amarem em privado

 

 

 

 

Poema e foto de Maria Letras

06
Dez13

MAGOA


Maria Letras sopa-de-letras

Sábado, 1 de Outubro de 2011
MAGOA

Magoa, so magoa, muita magoa

Nao ha raiva

Nao ha revolta

Magoa,so magoa,muita magoa

Nao ha inveja

Nao ha ciume

Magoa,so magoa,muita magoa

Nao ha despeito

Nao ha tortura

Magoa,so magoa,muita magoa

Apenas magoa como pano de fundo

No palco deste teatro.

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