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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

POESIA

19
Dez13

NATAL


sopa-de-letras

Num mundo tao desigual

Onde a ganancia impera

P'ra que celebrar o natal

Se nao passa de quimera?

 

 

 

 

 

 

 

13
Dez13

ESCUTA


sopa-de-letras

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
MARIA EUGENIA CUNHAL

 

Escuta
Quando leres um poema
Não te limites a dizer que as palavras
são
belas
E delas sais contente, sentindo-te mais rico
e menos só.
Atrás de
cada frase há por vezes muito sangue
sofrimento,
Ou alegria, ou amor, ou
desespero,
Ou qualquer outro sentimento humano
dos mais fortes.
Quando
escrevemos, não inventamos tudo.
Mesmo se em vez de dizermos eu, dizemos
outro nome:
João, Pedro, Maria, ou simplesmente tu.


Eugénia Cunhal
in «As Mãos e os Gestos» - Editorial Escritor

08
Dez13

ESTUDANTES


sopa-de-letras

Gentilmente cedido por José Frota

"ESTUDANTES"

DE FLORBELA ESPANCA

Porque me é impossível acabar hoje, como era minha pretensão, o último texto sobre Florbela Espanca, por estar acometido de forte gripada, febre e muitos arrepios de frio, não quero deixar passar este dia sem aqui marcar presença, revelando um soneto que ela dedicou aos seus antigos colegas, alguns anos depois de ter deixado o nosso Liceu e que tão mal conhecido é. Aí vai então



Colegas do passado! Em vossas capas belas
Agoniza o luar das minhas ilusões...
Cantando brandamente a um filho das estrelas
Um canto todo meu! Altivos corações,

Brilhantes olhos lindos,almas só de luz.
Ó doce riso em flor, bendita mocidade!
Eu lanço sobre nós, da humilde cruz
A bênção sacrossanta ungida da saudade.

Andorinhas do céu que o vento da desgraça
leva para longe! A amargorosa taça
do fel, da desdita, fica para mim somente.

Aonde estareis vós, agora, amigos do outrora,
Rindo, talvez cantando enquanto est'alma chora
Rezando enternecida esta oração dolente!...

                                                 Estarás para sempre nos nossos corações,

 

                                                          colega Florbela Espanca

07
Dez13

ALONE


sopa-de-letras

Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012
ALONE

Quando o sol se apaga

E o luar nao se acende

Desce o manto negro

Abafando a solidao

Envolvendo a angustia

Soltam-se da alma

Gemidos esvoacantes

Como penas de gaivota

Atingida em pleno voo

Sem a luz do sol

Nao se pode ver o ceu

Sem a luz do luar

Nao se podem ver as estrelas

 

by Maria Letras

07
Dez13

A ALMA DAS ARVORES


sopa-de-letras

Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012
A ALMA DAS ARVORES

 

 

- As árvores, meu filho, não têm alma!

 E esta árvore me serve de empecilho…

 É preciso cortá-la, pois, meu filho,

Para que eu tenha uma velhice calma!

- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!

Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!

Deus pôs almas nos cedros… no junquilho…

Esta árvore, meu pai, possui minha’alma!…

- Disse - e ajoelhou-se, numa rogativa:

“Não mate a árvore, pai, para que eu viva!”

E quando a árvore, olhando a pátria serra,

Caiu aos golpes do machado bronco,

O moço triste se abraçou com o tronco

E nunca mais se levantou da terra!

                         

A Árvore da Serra, Augusto dos Anjos

07
Dez13

HOJE NAO


sopa-de-letras

Domingo, 28 de Outubro de 2012
HOJE NAO, MEU AMOR, HOJE NAO

 

 

 

Hoje nao venhas bater-me `a porta

Nao venhas interrogar o meu olhar

Tenho a alma rastejando quase morta

Buscando algo que a ajude a levantar

 

Hoje nao venhas falar de amor

Ha chagas abertas no meu coracao

Nao pises, distraido, sobre a dor

Que doi e se contorse em tua mao

 

Hoje nao, amor da minha vida

Hoje nao sou tua , nem de ninguem

Sou apenas uma sombra perdida

Esperando o milagre que nao vem

 

Abro os bracos ao universo

Pedindo sua ajuda e proteccao

Que a dor expressa neste verso

Possa enfim, chamar sua atencao

 

Nao sei se hei-de viver ou morrer

Igual peso nos pratos da balanca

Vivendo, morro por te nao ter

Morrendo, vivo na tua lembranca

 

Hoje, nao  toques a campainha

Quero viajar ao fundo de mim

Penetrar nesta dor apenas minha

Perpetua-la,........... ou de uma vez por todas, .......dar-lhe um fim.


BL

07
Dez13

FECHADA NA CONCHA


sopa-de-letras

Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012
FECHADA NA CONCHA

 

 

As vezes doi-me o peito

Do lado do coracao

Por causa deste jeito

De nao ouvir a razao

 

E vou lutando comigo

Sem ser capaz de vencer

Escondida em meu abrigo

Torturando este meu ser

 

As vezes odeio o mundo

E a sua perversidade

E outras ate confundo

Sacanagem com bondade

 

E fecho-me dentro de mim

E deixo de ver o ceu

Ate que um dia , por fim

Volto outra vez a ser eu.


BL

07
Dez13

ESTORIA DO MEU NOME


sopa-de-letras

ESTÓRIA DO MEU NOME

 

 

por sopa-de-letras, em 05.10.13

 

Mê avô era abegão

Mê pai era fêtori

Lutando pelo sê pão

Á chuva e ó calori

 

Nasci no monte da Caêra

No sítio onde fui gerada

Sou filha duma cefêra

Sou neta da Ti Bernarda

 

Quiseram dar-me ó nasceri

O nome de Liberdadi

Mas isso nã pôde seri

Por regras da sociedadi

 

Tudo era censurado

E a palavra era perigosa

E o mê padrinho, zangado

Nã quis saber de mais prosa

 

A madrinha atarantada

Sem nada mais lhe ocorreri

Lá chamou então Bernarda

Aquele pequeno seri

 

D'avó herdei sem quereri

E da outra qu'herdaria?

Nã há muito que saberi

Sê lindo nomi Maria

 

 

Mas certo dia um pastori

Olhando p'ra criancinha

Disse,

Que nomi feio, que horrori

 

A partir de hoje, és Nádinha.

 

BL 

07
Dez13

IGNORANCIA


sopa-de-letras

 

 

 

 

 

As dores que trago no peito

So eu as posso sentir

Nao acho quando me deito

Ninguem com quem repartir

 

As lagrimas para secar

E ninguem aqui por perto

Nem p'ra me acompanhar

Quando atravesso o deserto

 

Como pode alguem falar

Daquilo que desconhece

Se nao esta ca p'ra chorar

Quando o meu dia alvorece

Pág. 1/3

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