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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

POESIA

23
Nov13

LAGRIMA


Maria Letras sopa-de-letras

Doi mais a lagrima que nao desliza.

Escondida atras dum sorriso

Vai cravando o seu ferrao,

Sangrando as nossas entranhas.

Em certos dias,

Tudo o que nos rodeia,

Ou nos vem `a mente,

Aumenta-lhe o volume

E a intensidade.

Teimosamente,

Ela finca o pe

Aflora

Mas nao cai.

 

 

23
Nov13

ARCO IRIS


Maria Letras sopa-de-letras

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011
ARCO IRIS

 

 

 

ARCO DA VELHA

TIRA-TE DAI

QUE AS MENINAS BONITAS

NAO GOSTAM DE TI

23
Nov13

DIA A DIA


Maria Letras sopa-de-letras

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011
DIA A DIA

Nos bracos da noite,

Que parece nao ter fim

Surge finalmente a madrugada

Esfrego um olho

Despeco-me dos sonhos

Que sonhei estando acordada

Tomo um duche

Espreito o espelho

Parto p'ra mais um dia de jornada 

 

Texto de Maria Letras

Foto da internet

23
Nov13

UNIVERSO E ANGUSTIA


Maria Letras sopa-de-letras

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
UNIVERSO E ANGUSTIA

Fui la fora fumar um cigarro e olhar as estrelas.

Fiquei perdida nos meus pensamentos,

Observando as arvores gigantes,

De bracos esticados para o ceu.

Estas arvores enormes,

`E por causa delas que este lugar se chama Tall Trees.

Sera que elas comunicam com as estrelas?

Sera que todo o Universo se comunica?

Sera que algo resta de nos, apos a morte?

Sera que a minha filha me esta a "ver"?

Sera que tu estas a sentir o que eu sinto?

Porque diabo temos nos sentimentos?

Morrerao eles connosco?

Perguntas e mais perguntas...

Tudo perguntas sem resposta.

Somos seres imperfeitos, imcompletos.

Ja que temos sentimentos,

Deveriam funcionar sempre

No sentido de nos trazerem felicidade.

Nao deveriamos ser acometidos desta angustia,

Desta ansiedade,

Desta falta de tudo o que amamos

E que nao podemos ter connosco.

 

Insatisfacao total.

 

 

 

                                                                           texto e foto de Maria Letras 

23
Nov13

MEU AMOR


Maria Letras sopa-de-letras

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
MEU AMOR

 

De ti
somente um nome sei, amor.
É pouco, é muito pouco e é bastante
Para que
esta paixão doida e constante
Dia após dia cresça com vigor!

Como de
um sonho vago e sem fervor
Nasce uma paixão assim tão inquietante!
Meu
doido coração triste e amante
Como tu buscas o ideal na dor!

Isto
era só quimera, fantasia,
Mágoa de sonho que se esvai num dia,
Perfume
leve dum rosal do céu...

Paixão ardente, louca isto é agora,
Vulcão
que vai crescendo hora por hora...
O meu amor, que imenso amor o meu!

FLORBELA ESPANCA 
 
FOTO de Maria Letras
23
Nov13

NEVOEIRO


Maria Letras sopa-de-letras

Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011
NEVOEIRO

 

 

Fui la fora fumar um cigarro.

Das estrelas de ontem `a noite, nem o rasto.

Das arvores altas, esbatidas pelo nevoeiro,

Chega-me o chilriar dos passaros.

Unico sinal de vida nesta madrugada.

Na minha alma, a tua voz teimosa,

Insistente, vinda das brumas do tempo.

Chega-me cansada, magoada,

Viajante faminta atraves dos seculos.

Como se a minha alma fosse um oasis,

Bem no meio do deserto.

Aqui se instalou e acredito que

Aqui permanecera ate ao fim dos tempos.

Alguem, alguma vez, em algum lugar,

Venceu uma batalha

Contra as forcas da natureza?

23
Nov13

EMIGRANTE


Maria Letras sopa-de-letras

Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
EMIGRANTE

 

EMIGRANTE

 

 

 

Ao sentir-me encurralada

 

Sem vislumbrar a saída

 

Decidi fazer-me á estrada

 

E apressar a despedida

 

 

 

Procurando a solução

 

A esta terra vim parar

 

Contudo o meu coração

 

Teimoso, lá quis ficar

 

 

 

Hoje tenho melhor vida

 

Mas comigo esta saudade

 

Que me mantém dividida

 

Entre sonho e realidade

 

 

 

Trago comigo a lembrança

 

E na alma a sussurrar

 

Esta sublime esperança

 

De um dia poder voltar

 

 

 

30.09.2011

 

 

 

 

Cafe da Maria

 

texto e foto de Maria Letras

23
Nov13

PORQUE O POVO DIZ VERDADES


Maria Letras sopa-de-letras

Sábado, 13 de Agosto de 2011
AA-PORQUE O POVO DIZ VERDADES

Porque o povo diz verdades,
Tremem de medo os tiranos,
Pressentindo a derrocada
Da grande prisão sem grades
Onde há já milhares de anos
A razão vive enjaulada.

Vem perto o fim do capricho
Dessa nobreza postiça,
Irmã gémea da preguiça,
Mais asquerosa que o lixo.

Já o escravo se convence
A lutar por sua prol
Já sabe que lhe pertence
No mundo um lugar ao sol.

Do céu não se quer lembrar,
Já não se deixa roubar,
Por medo ao tal satanás,
Já não adora bonecos
Que, se os fazem em canecos,
Nem dão estrume capaz.

Mostra-lhe o saber moderno
Que levou a vida inteira
Preso àquela ratoeira
Que há entre o céu e o inferno.

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

23
Nov13

NAO CREIO NESSE DEUS


Maria Letras sopa-de-letras

Sábado, 13 de Agosto de 2011
AA-NAO CREIO NESSE DEUS

Não Creio nesse Deus

Não sei se és parvo se és inteligente
— Ao disfrutares vida de nababo
Louvando um Deus, do qual te dizes crente,
Que te livre das garras do diabo
E te faça feliz eternamente.

II

Não vês que o teu bem-estar faz d'outra gente
A dor, o sofrimento, a fome e a guerra?
E tu não queres p'ra ti o céu e a terra..
— Não te achas egoísta ou exigente?

III

Não creio nesse Deus que, na igreja,
Escuta, dos beatos, confissões;
Não posso crer num Deus que se maneja,
Em troca de promessas e orações,
P'ra o homem conseguir o que deseja.

IV

Se Deus quer que vivamos irmãmente,
Quem cumpre esse dever por que receia
As iras do divino padre eterno?...
P'ra esses é o céu; porque o inferno
É p'ra quem vive a vida à custa alheia!

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

23
Nov13

SER DOIDO-ALEGRE


Maria Letras sopa-de-letras

Sábado, 13 de Agosto de 2011
AA-SER DOIDO-ALEGRE QUE MAIOR VENTURA

Ser doido-alegre, que maior ventura!
Morrer vivendo p'ra além da verdade.
É tão feliz quem goza tal loucura
Que nem na morte crê, que felicidade!

Encara, rindo, a vida que o tortura,
Sem ver na esmola, a falsa caridade,
Que bem no fundo é só vaidade pura,
Se acaso houver pureza na vaidade.

Já que não tenho, tal como preciso,
A felicidade que esse doido tem
De ver no purgatório um paraíso...

Direi, ao contemplar o seu sorriso,
Ai quem me dera ser doido também
P'ra suportar melhor quem tem juízo.

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

 

23
Nov13

AI VIDA


Maria Letras sopa-de-letras

Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011
AI VIDA

Ai vida vivida

Com sonhos, 

Com esperanca

Alma colorida

Qual tela tingida

por mao de crianca

 

Ai vida vivida

Doendo,doendo

No peito esta dor

Qual sol que arde

Em cheio, numa tarde

De ardente calor. 

 

 

                             

23
Nov13

O DOM MILAGROSO DE UM GRANDE AMOR


Maria Letras sopa-de-letras

Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011
FLORBELA ESPANCA

O DOM MILAGROSO DE UM GRANDE AMOR

Na vida de toda a gente há braçados floridos dessas tolices sem importância. Só a raros eleitos é dado o milagroso dom de um grande amor. Eu teria muita pena que o destino não me trouxesse esse grande amor que foi o meu grande sonho pela vida fora. Devo agradecer ao destino o favor de ter ouvido a minha voz. Pôr finalmente, no meu caminho, a linda alma nova, ardente e carinhosa que é todo o meu ampa­ro, toda a minha riqueza, toda a minha felicidade neste mundo. A morte pode vir quando quiser: trago as mãos cheias de rosas e o coração em festa: posso partir contente.

Florbela Espanca, in "Correspondência (1930)"

23
Nov13

QUERO MORRER NA PLANICIE


Maria Letras sopa-de-letras

Quinta-feira, 11 de Agosto de 2011
QUERO MORRER NA PLANICIE

Quero morrer num campo de trigo, bem no meio da planicie alentejana,segurando a tua mao e olhando os teus olhos.

Quero que a terra que me viu nascer, e que trago dentro do peito,seja testemunha do bem que te quero...depois podem os meus olhos fechar-se para sempre e parar de bater este meu coracao que arde como a planicie, num dia de verao, beijada pelo sol do meio dia.

23
Nov13

A NOITE


Maria Letras sopa-de-letras

Eu nao sei que ha na magia

Que a noite tem p'ra nos dar

Ha encanto ha nostalgia

Em nossa alma a germinar

 

 

Inspira pintores e poetas

Fadistas e outros que tal

Nao ha limites nem metas

P'ra se mostrar o que vale

 

É mais pura a expressao

Os sentidos mais alerta

Possui o nosso coracao

De noite, uma porta aberta

 

E por ela entra o amor

Vagabundo, esfarrapado

Que chega arrastando a dor

De que `e feito o proprio fado

 

Na estranha  arte de amar

Ha entrega , ha seducao

E o Universo a conspirar

Nessas noites de paixao

 

Dormir de noite `e esquecer

Que a noite nos faz tao bem

Dormir de noite `e perder

O melhor que o dia tem

 

 

 

BL-23.11.2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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