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POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

POESIA

29
Nov13

AS MAOS


sopa-de-letras

 

 

Já foram puras estas mãos
Já tive ternas intenções
Busquei amor por toda a parte
Só encontrei desilusões

E quando em mim já nada resta
Que valha a pena aproveitar
Vens tu mulher também vencida
Com o teu amor p'ra me salvar

E assim desamparados os dois vamos seguindo
E a noite nossos vultos encobrindo
Vivemos sem vontade no tempo baloiçando
E o tempo nossas vidas vai queimando

 

 

Poema de Vasco de Lima Couto

23
Nov13

LAGRIMA


sopa-de-letras

Doi mais a lagrima que nao desliza.

Escondida atras dum sorriso

Vai cravando o seu ferrao,

Sangrando as nossas entranhas.

Em certos dias,

Tudo o que nos rodeia,

Ou nos vem `a mente,

Aumenta-lhe o volume

E a intensidade.

Teimosamente,

Ela finca o pe

Aflora

Mas nao cai.

 

 

23
Nov13

DIA A DIA


sopa-de-letras

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011
DIA A DIA

Nos bracos da noite,

Que parece nao ter fim

Surge finalmente a madrugada

Esfrego um olho

Despeco-me dos sonhos

Que sonhei estando acordada

Tomo um duche

Espreito o espelho

Parto p'ra mais um dia de jornada 

 

Texto de Maria Letras

Foto da internet

23
Nov13

UNIVERSO E ANGUSTIA


sopa-de-letras

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
UNIVERSO E ANGUSTIA

Fui la fora fumar um cigarro e olhar as estrelas.

Fiquei perdida nos meus pensamentos,

Observando as arvores gigantes,

De bracos esticados para o ceu.

Estas arvores enormes,

`E por causa delas que este lugar se chama Tall Trees.

Sera que elas comunicam com as estrelas?

Sera que todo o Universo se comunica?

Sera que algo resta de nos, apos a morte?

Sera que a minha filha me esta a "ver"?

Sera que tu estas a sentir o que eu sinto?

Porque diabo temos nos sentimentos?

Morrerao eles connosco?

Perguntas e mais perguntas...

Tudo perguntas sem resposta.

Somos seres imperfeitos, imcompletos.

Ja que temos sentimentos,

Deveriam funcionar sempre

No sentido de nos trazerem felicidade.

Nao deveriamos ser acometidos desta angustia,

Desta ansiedade,

Desta falta de tudo o que amamos

E que nao podemos ter connosco.

 

Insatisfacao total.

 

 

 

                                                                           texto e foto de Maria Letras 

23
Nov13

MEU AMOR


sopa-de-letras

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
MEU AMOR

 

De ti
somente um nome sei, amor.
É pouco, é muito pouco e é bastante
Para que
esta paixão doida e constante
Dia após dia cresça com vigor!

Como de
um sonho vago e sem fervor
Nasce uma paixão assim tão inquietante!
Meu
doido coração triste e amante
Como tu buscas o ideal na dor!

Isto
era só quimera, fantasia,
Mágoa de sonho que se esvai num dia,
Perfume
leve dum rosal do céu...

Paixão ardente, louca isto é agora,
Vulcão
que vai crescendo hora por hora...
O meu amor, que imenso amor o meu!

FLORBELA ESPANCA 
 
FOTO de Maria Letras
23
Nov13

NEVOEIRO


sopa-de-letras

Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011
NEVOEIRO

 

 

Fui la fora fumar um cigarro.

Das estrelas de ontem `a noite, nem o rasto.

Das arvores altas, esbatidas pelo nevoeiro,

Chega-me o chilriar dos passaros.

Unico sinal de vida nesta madrugada.

Na minha alma, a tua voz teimosa,

Insistente, vinda das brumas do tempo.

Chega-me cansada, magoada,

Viajante faminta atraves dos seculos.

Como se a minha alma fosse um oasis,

Bem no meio do deserto.

Aqui se instalou e acredito que

Aqui permanecera ate ao fim dos tempos.

Alguem, alguma vez, em algum lugar,

Venceu uma batalha

Contra as forcas da natureza?

23
Nov13

EMIGRANTE


sopa-de-letras

Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
EMIGRANTE

 

EMIGRANTE

 

 

 

Ao sentir-me encurralada

 

Sem vislumbrar a saída

 

Decidi fazer-me á estrada

 

E apressar a despedida

 

 

 

Procurando a solução

 

A esta terra vim parar

 

Contudo o meu coração

 

Teimoso, lá quis ficar

 

 

 

Hoje tenho melhor vida

 

Mas comigo esta saudade

 

Que me mantém dividida

 

Entre sonho e realidade

 

 

 

Trago comigo a lembrança

 

E na alma a sussurrar

 

Esta sublime esperança

 

De um dia poder voltar

 

 

 

30.09.2011

 

 

 

 

Cafe da Maria

 

texto e foto de Maria Letras

23
Nov13

PORQUE O POVO DIZ VERDADES


sopa-de-letras

Sábado, 13 de Agosto de 2011
AA-PORQUE O POVO DIZ VERDADES

Porque o povo diz verdades,
Tremem de medo os tiranos,
Pressentindo a derrocada
Da grande prisão sem grades
Onde há já milhares de anos
A razão vive enjaulada.

Vem perto o fim do capricho
Dessa nobreza postiça,
Irmã gémea da preguiça,
Mais asquerosa que o lixo.

Já o escravo se convence
A lutar por sua prol
Já sabe que lhe pertence
No mundo um lugar ao sol.

Do céu não se quer lembrar,
Já não se deixa roubar,
Por medo ao tal satanás,
Já não adora bonecos
Que, se os fazem em canecos,
Nem dão estrume capaz.

Mostra-lhe o saber moderno
Que levou a vida inteira
Preso àquela ratoeira
Que há entre o céu e o inferno.

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."

Pág. 1/4

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