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POETA É O POVO

POESIA

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12
Jul19

UM MUNDO NOVO


sopa-de-letras

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Quem não sabe aproveitar

Sempre no momento certo

Aquilo que a vida oferece

Muito tarde há-de piar

Nem de longe nem de perto

A vida se compadece

 

Toda a vida ouvi dizer

Que não é bom ser lambão

Querer viver açambarcando

Nunca devemos esquecer

Mais vale um pássaro na mão

Que dois pássaros voando

 

Quem tudo quer tudo perde

Há que saber escolher

P ra se tomar decisões

Quem não tem nada que herde

Tem que aprender a viver

Neste mundo de aldrabões

 

Querer é poder diz o povo

E eu nem sei se tem razão

Com este seu pensamento

Quero então um mundo novo

Onde nunca falte o pão

E os governos tenham tento.

 

Maria Letras, UK

12.07.2019

17
Jun19

A MEU IRMÃO


sopa-de-letras

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Tambem tu me abandonaste
Meu amigo, meu poeta, meu irmão
Que, enorme, vazio tu me deixaste
Neste meu, já cansado, coração
Talvez ninguem me entenda
Nem perceba a dor que sinto
Enquanto eu viver serás a lenda
No vão das palavras com que brinco
Tu foste o meu primeiro bébé
A graça que mudou a minha vida
A certeza do que foi e já não é
A sede de viver tão desmedida
Tua fome de saber insaciável
Muitos passos á frente da idade
Vivendo uma vida não viável
Aos olhos da caduca sociedade

Maria Letras, UK 18.05.2019

 

 

03
Abr19

TRISTEZA DE MARUJO


sopa-de-letras

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Quando o marujo embarcou
Seu peito cheio de tristeza
Na sua bagagem so levou
Uma guitarra portuguesa

O tempo passava lento
P'ra la do mar nada havia
Tantas ondas, tanto vento
Tanto cheiro a maresia

Sem noticias de ninguem
Com o peito amargurado
Tantas saudades de quem
Para tras tinha deixado

Puxou da sua guitarra
E com olhar marejado
Cantou como a cigarra
E assim nasceu o fado

Maria Letras, 02.04.2019

 

16
Mar19

NAS SELVAGENS


sopa-de-letras

 


“ NAS SELVAGENS ”
_Terra à Vista…! Grita um Marujo,
Com barba farta e um ar sujo.
O vento assobia de estibordo,
Enquanto no convés, um homem gordo,
Corre a avisar o “dito cujo”.

_ Chegámos, Excelência …!
Diz o lacaio com reverência,
Enquanto solta a corda das amarras,
E foge das cagádas das “Cagarras”
Para abrir caminho à Presidência.

_ Espero que aqui nestas paragens,
não haja Facebook,nem mensagens,
nem rádio, nem TV e nem jornais,
e a Assembleia seja de animais,
neste paraíso das “Selvagens”.

Aqui descansarei longe das vozes,
Ouvindo Cagarras e Albatrozes,
Sem querer saber da vida dessa gente,
Que grita e barafusta no Continente,
E mesmo sem ter dentes, pede nozes…!

Julho 2013
Joaquim Isqueiro

A imagem pode conter: céu, nuvem, ar livre e água

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