Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

POETA É O POVO

POESIA

POETA É O POVO

POESIA

05
Abr16

VIAJANTES DA NOITE


sopa-de-letras

sombras-da-noite-07.jpg

 

Viajantes da noite

Deslizam como sombras

Deslocam-se em bicos de pes

Receando acordar os seres, ditos, normais

Esses que seguem as regras

Que dormem quando esta escuro

E que vivem `as claras.

 

Viajantes da noite

Seguram a vida com as maos

Escondem-na da morte

Desenrolam a trouxa

Aliviam as costas

Remexem os sonhos e as ilusoes ja gastos

Prendem a lagrima teimosa.

 

Viajantes da noite

Cruzam-se em silencio cumplice

Disfarcam, seguem adiante

Calam os apelos da alma

Talvez por medo de viver

Buscam em solidao

A estrela que os levara ao bem supremo.

 

Viajantes da noite

Sonham o paraiso para alem do horizonte

Soltam-se dos pequenos paraisos diarios

Desejam viver neste ultimo meio metro de vida

Tudo o que lhes faltou nos kilometros percorridos

A libertacao !!! `E isso..........

A magia da noite esta na libertacao que ela permite.

 

05.04.2016

ML

 

26
Ago15

A MINHA MADRUGADA


sopa-de-letras

 

ROMPI A MADRUGADA

ABRINDO-LHE AS PORTAS DE PAR EM PAR

 

OLHEI, NOSTALGICA, OS RAMOS

QUE DANCAVAM AO SOM DUMA MELODIA SURDA

 

SOLTEI O MEU CORACAO

 

DEIXEI QUE TAMBEM ELE, DANCASSE

AO SOM DESSA MUSICA QUE SO OS RAMOS PODEM OUVIR

 

E DANCOU, DANCOU

DANCOU, TALVEZ SAUDOSO DAS DANCAS DE OUTRORA

 

DANCANDO FOI POR ESSE UNIVERSO FORA

APENAS SE DETEVE QUANDO ESBARROU EM TI

 

E EU ...

 

FIQUEI PENSANDO QUE

QUALQUER QUE SEJA A MELODIA

QUAISQUER QUE SEJAM OS VENTOS

SEMPRE VOU ESBARRAR EM TI

COMO UMA PRAGA QUE SE ABATEU SOBRE A MINHA CABECA

 

E SEI QUE

A VIDA NAO TEM RETORNO

 

CAMINHAMOS NA ESTRADA, SEM NUNCA VOLTAR ATRAS

 

A VIDA NAO NOS PERMITE DAR MEIA VOLTA

IR LA ATRAS NO CAMINHO

APAGAR AQUELA CHUVA E ACENDER UM SOL

PARA FAZER DE NOVO A CAMINHADA

 

POR TUDO ISTO, SINTO UM TREMENDO PESO NOS OMBROS

 

PESA-ME ESTA ESPERANCA, TAO VELHA E GASTA

TAO VELHA COMO OS TEMPOS

TAO GASTA COMO AS SOLAS DOS SAPATOS

QUE JA PALMILHARAM MUITOS KILOMETROS

 

PERCORRI ASSIM ESTA MADRUGADA

SEM DAR POR ISSO...JA `E DIA.

 

21
Set14

INVERNO DA VIDA


sopa-de-letras

 
 
 
Tarde cinzenta
Espalhando a tristeza das arvores.
Parecem tristes as arvores
Talvez por se despirem precocemente.
As folhas que outrora brotaram delas
Frescas, verdes e vicosas
Agora amarelas e castanhas jazem  pelo chao
Anunciando o Outono.
Assim como o Outono da vida.
Todas as vezes que visito aquele lugar...
Sou atingida pela melancolia
Por ali nao `e o Outono que paira
Naquele local, paira o Inverno da vida
Em cada canto a quietude inquietante
Ou o desassossego assustador
`E medonho
Observo cada rosto
Tentando adivinhar-lhes o frescor da juventude
A vitalidade
A estoria de vida.
As vezes ofereco-lhes um sorriso
Ou um aceno
Mas nao obtenho qualquer reaccao.
Olham-me como se eu fosse invisivel.
Aquele olhar perdido assusta-me
Inquieta-me
Longe do seu habitat
Abandonados por quem constituia o seu mundo
Eles proprios se abandonaram.
Partiram, sabe-se la para onde.
Ali, apenas jazem os corpos
Quais folhas secas
Encostadas num canto
Para onde o vendaval da vida os soprou.

Hoje foi dia de visita ao lar
 
BL-21.09.2014
 
 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Links

-POESIA

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D