POETA É O POVO
POESIA
30
Jan 14

Sábado, 7 de Abril de 2012
FREDERICO GARCIA LORCA

 

 

O poeta pede a seu amor que lhe escreva
Amor de minhas entranhas, morte viva, em vão espero tua palavra escrita e penso, com a flor que se murcha, que se vivo sem mim quero perder-te. O ar é imortal. A pedra inerte nem conhece a sombra nem a evita. Coração interior não necessita o mel gelado que a lua verte.
Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias, tigre e pomba, sobre tua cintura em duelo de mordiscos e açucenas. Enche, pois, de palavras minha loucura ou deixa-me viver em minha serena noite da alma para sempre escura.

 

 

 

 

publicado por sopa-de-letras às 22:19
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