POETA É O POVO
POESIA
30
Jan 14

Domingo, 22 de Abril de 2012
RETRATO DA MULHER TRISTE

 

 

 

Vestiu-se para um baile que não há.

Sentou-se com suas últimas jóias.

E olha para o lado, imóvel.
Está vendo os salões que se acabaram,

embala-se em valsas que não dançou,

levemente sorri para um homem.

O homem  que  não existiu.
Se alguém lhe disser que sonha,

levantará com desdém o arco das sobrancelhas,

Pois jamais se viveu com tanta plenitude.
Mas para falar de sua vida

tem de abaixar as quase infantis pestanas,

e esperar que se apaguem

duas infinitas lágrimas.

 


Cecília Meireles, in 'Poemas (1942-1959)'

publicado por sopa-de-letras às 20:44
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