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POETA É O POVO

POESIA

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06
Jan16

POVO INGRATO


sopa-de-letras

 

Quem chama ao fado vadio
`E bom que fique calado
Pois nao sabe o desvario
Que ha na alma do fado


Dizem que `e um cigano
Vive armando zaragata
Que leva todas ao engano
Nao passa dum vira-lata


De tudo acusam o fado
Que `e um bebado, um calao
Tao pobre, tao malfadado
Que nem tem um coracao


Traicoeiro e vigarista
Faz-se passar por cancao
Mas `e so fogo de vista
Pois cantar nao sabe nao


E quando ele ja cansado
De ser acusado assim
Se apruma e sai desvairado
Num lamento sem ter fim


Coloca na voz a paixao
Chora, seu pranto sentido
Vai certeiro ao coracao
Crava em nos o seu gemido


Entao `e que o povo esquece
O quanto ao fado magoou
Erguendo aos ceus uma prece
Renega o mal que falou


`E assim que paga o fado
O mal que alguem lhe fez
Em todo o mundo `e cantado
O jeito de ser portugues

 

MP- 12.11.2015
Ciclo do fado

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