POETA É O POVO
POESIA
30
Mar 16

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Naquela noite de fado,

ardia na nossa mesa

uma vela pequenina;

E eu, feliz a teu lado,

enlevado na pureza,

do teu olhar de menina.

A voz quente da cantante,

soava em nós como apelo

incendiando desejos;

um poema insinuante,

um verso sentido e belo, s

ugere troca de beijos.

Lenta a viola tangia,

refreando o andamento

da guitarra buliçosa ;

No ar paira uma magia,

Que embriaga o sentimento,

da nossa alma ansiosa.

Este fado, velho canto,

que gosto desde menino,

tem fala intemporal ;

Que não se perca o encanto…!

Façamos nós o destino,

que não queremos fatal.

Naquela noite de fado,

revivemos velhos sonhos,

provocámos os sentidos;

E cada tema cantado,

tinha um sabor a medronhos,

nos verdes anos colhidos.

 

Cascais ,18.07.1993

Joaquim Isqueiro

 

publicado por sopa-de-letras às 21:40
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