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POETA É O POVO

POESIA

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30
Out16

DESEJOS CORREM NO RIO


sopa-de-letras

 

O Tejo leva nas águas

Os desejos de Lisboa

P’ra lá da “Boca da Barra”.

E a cidade chora mágoas

P’los olhos da Madragoa

Soluçadas à guitarra

Sobressaltam-se as colinas

Escurecem os terraços

Ao som dum plangente fado,

Cala-se a voz das varinas

Cessam no Terreiro os passos

Ardem sonhos no Chiado .

Mas Lisboa é como é, gosta do rio,

Colina de Santo André,

Graça e Rossio,

Relíquias de São Vicente,

missa na Sé,

Feira da Ladra ,I

ntendente, Cais do Sodré.

Voltam no voo das gaivotas

Os desejos de Lisboa,

Mudando o rumo à cidade,

Voltam os barcos às docas,

Uma varina apregoa:

_”Quem quer molhos de saudade ?!...

E eu gosto de a ver feliz

distraída dia-a-dia

no bulício da Ribeira,

Cingida ao Martim Moniz,

Entre a velha Mouraria

E a Praça da Figueira

Mas Lisboa é mesmo assim,

gosta de Alfama .

Namora em cada jardim,

Campo Santana

Sobe a costa do Castelo,

chão de Basalto

Laço branco no cabelo,

no Bairro Alto .

 

Junho, 1989

Joaquim Pires Isqueiro

 

 

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